Empresa paranaense anuncia investimento de R$ 400 milhões em terminal de aviação executiva

A empresa paranaense Aruna Urbanismo anunciou um investimento de R$ 400 milhões para a criação de um terminal de aviação executiva em Itajaí, município localizado a cerca de 20 quilômetros da zona portuária da região. O projeto já começou a sair do papel com a aquisição de um aeródromo por aproximadamente R$ 120 milhões, realizada em 2023.
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Para este ano, estão previstos novos aportes de R$ 80 milhões, que serão destinados à ampliação da pista. A informação foi confirmada por Raphael Ferreira, sócio da empresa.
Segundo o executivo, o empreendimento está localizado em uma área considerada estratégica para a economia regional, com proximidade ao porto de Itajaí e fácil acesso a importantes cidades do Vale do Itajaí. O terminal também ficará a cerca de 15 quilômetros de Balneário Camboriú, cidade conhecida pela concentração de imóveis de alto padrão.
Ferreira destacou ainda a carência de infraestrutura aeroportuária voltada à aviação executiva na região, que hoje conta basicamente com o terminal comercial de Aeroporto Internacional de Navegantes e uma pista privada no Aeroporto Costa Esmeralda, localizado a cerca de 40 quilômetros.

“Hoje, muitos executivos na região deixam os aviões privados estacionados no Aeroporto Catarina [operado pela JHSF, em São Roque (SP) ]”, disse Ferreira.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Aviação, divulgados no Anuário Brasileiro da Aviação Civil de 2025, o Brasil possui cerca de 15 mil aeronaves na aviação geral. Desse total, aproximadamente 5,5 mil estão concentradas na região Sudeste, enquanto o Sul aparece em segundo lugar, com cerca de 2,6 mil aeronaves.
O setor de aviação executiva tem atraído investimentos nos últimos anos, especialmente após a pandemia. Em São Paulo, por exemplo, o Campo de Marte passou por mudanças após concessão vencida pela XP, tornando-se uma nova base para esse tipo de operação, diante da redução de espaço no Aeroporto de Congonhas.
O Aeroporto Campo Comandantes, que agora integra o projeto da Aruna, já funciona há cerca de 15 anos, mas em escala reduzida, com foco na aviação recreativa.
A primeira etapa do projeto prevê a ampliação da pista, que atualmente possui 1.000 metros de comprimento e 18 metros de largura. A meta é alcançar 1.400 metros de extensão e 30 metros de largura até o fim deste ano.
A partir de 2027, o empreendimento avançará para a implantação de uma área de embarque e de um complexo com aproximadamente 65 hangares. O projeto inclui um condomínio aeronáutico com 50 lotes à venda, além de outros 15 hangares de maior porte destinados à locação e operações do tipo FBO (Fixed Base Operator), voltadas à prestação de serviços para aeronaves executivas.
Também está previsto o balizamento noturno da pista até o fim de 2026. Em uma etapa futura, a empresa pretende implementar o sistema IFR (Instrument Flight Rules), que permite aproximações mais seguras em condições adversas.
“A expectativa é que o Aeroporto Campo Comandantes se consolide como um dos principais hubs de aviação executiva do país, acompanhando o crescimento da demanda por mobilidade aérea qualificada no Sul do Brasil”, disse Ferreira.
Fundada em 2010, a Aruna Urbanismo não divulga publicamente seu faturamento, mas informou que possui um pipeline de projetos que soma cerca de R$ 8 bilhões em valor geral de vendas para os próximos quatro anos.
