
Uma ação conjunta envolvendo a Centro Universitário Filadélfia (UniFil), a Polícia Ambiental do Paraná e o Instituto Água e Terra (IAT) resultou na soltura de quatro animais silvestres que passaram por tratamento e reabilitação. Entre terça-feira, 11, e quarta-feira, 12, um jacaré, uma onça-parda, um tamanduá-mirim e um quati foram devolvidos à natureza após receberem cuidados veterinários.
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Os animais foram atendidos no Hospital Veterinário da UniFil, em Londrina, unidade credenciada pelo Governo do Paraná como Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS). Cada um deles havia sido resgatado em situações diferentes e precisou passar por avaliações clínicas, tratamentos e período de recuperação antes de retornar ao habitat natural.
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Entre os casos, o que mais mobilizou a equipe foi o de uma filhote de onça-parda, resgatada em um sítio no município de Guaraci após sofrer um ataque de cães. O animal chegou ao hospital veterinário em novembro do ano passado com apenas três meses de vida, pesando cerca de seis quilos e com diversos ferimentos graves, incluindo fraturas na região cervical, em duas costelas e lesões na coluna.
Apesar da gravidade do quadro e da indicação inicial de eutanásia, a equipe decidiu investir no tratamento. Após cerca de quatro meses de cuidados intensivos, a onça se recuperou e foi considerada apta para voltar à vida selvagem.
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“Não desistimos. Foram meses de tratamento intensivo, com todos os procedimentos necessários. Agora vemos o animal saudável e forte, pronto para retornar à natureza. É muito gratificante”, afirmou a médica veterinária Daniela Martina, coordenadora do Hospital Veterinário da UniFil.
Outro animal reintegrado ao ambiente natural foi um jacaré-do-papo-amarelo, com cerca de 1,40 metro de comprimento e aproximadamente 15 quilos. Ele havia sido capturado em uma lagoa de uma propriedade rural entre o distrito de Warta e o município de Sertanópolis. Após exames que confirmaram boas condições de saúde, o réptil foi solto em uma área apropriada para a espécie.
Também voltaram para a natureza um tamanduá-mirim, que havia sido encaminhado ao hospital com apoio do Centro de Fauna Silvestre de Londrina, e um quati, que permaneceu cerca de um mês em tratamento para se recuperar de ferimentos.
A operação de soltura contou com a participação de policiais ambientais, profissionais da UniFil e outros colaboradores. No caso do jacaré, o transporte até o local da reintegração foi feito de barco, em uma ação que exigiu manejo cuidadoso dos profissionais envolvidos. A onça-parda também foi levada até uma área considerada segura e adequada para sua sobrevivência na natureza.