A Polícia Civil de Apucarana concluiu nesta quinta-feira (28) que o homem que morreu após dar entrada no Hospital da Providência, na noite da última terça-feira (26), sofreu uma descarga elétrica enquanto tentava furtar fiação.
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A vítima, de 28 anos, estava acompanhada de dois homens que deixaram o rapaz na unidade de saúde e fugiram em seguida antes da chegada da Polícia Militar (PM). A dupla já foi identificada e deve ser indiciada por tentativa de furto.
O caso, que inicialmente era tratado como acidente, sofreu uma reviravolta após a perícia no local do choque, localizado nas proximidades de uma empresa da cidade. “Durante essas investigações, a gente conseguiu localizar o endereço onde houve essa descarga elétrica e foi possível perceber que o local havia sido mexido, típico de situações de tentativa de furto de fiação elétrica. Ele (vítima) mexeu no relógio […] e na fiação, provavelmente por essa razão acabou tomando essa descarga elétrica”, detalhou o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, em entrevista coletiva nesta quinta-feira.
Diante dos fatos, a polícia dividiu a investigação em dois inquéritos distintos: um para apurar o óbito e outro para a tentativa de furto qualificado. Os homens que socorreram a vítima foram localizados e interrogados. Segundo o delegado, eles, inicialmente, deram a versão de que teriam ido buscar milho na região, mas, já acompanhados de um advogado, foram informados de que eles responderiam pelo furto, sem relação com a morte, e, então, teriam confesssado a tentativa de furto.
Os suspeitos deverão responder criminalmente pela tentativa de furto. “Já foi instaurado o inquérito policial para apurar o furto e, provavelmente, eles vão ser indiciados pela prática desse delito na forma tentada, uma vez que assim que eles iniciaram os atos de execução, já houve já a descarga elétrica”, afirmou Rodrigues.
Em relação à morte, a investigação está encerrada, já que o laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que o óbito ocorreu por eletroplessão. “Para a Polícia Civil ficou bem caracterizado que o óbito, em si, não há a prática do crime, ele não foi alvejado por ninguém”, pontuou o delegado.
Marcus Felipe também confirmou que o rapaz que perdeu a vida já era conhecido do sistema de Justiça. “Ele (vítima) já tinha diversas passagens policiais por diversas espécies de crime: incêndio, roubo e ameaça.”
As informações são da TNOnline.
