Moradores se mobilizam contra pedágio que ‘divide a cidade ao meio’ no Paraná
Lideranças políticas, religiosas e a comunidade de Mauá da Serra organizam uma manifestação pacífica para o dia 18 de fevereiro, às 9h, contra o pedágio na BR-376. O protesto, que terá concentração na própria praça de cobrança, é uma reação ao impacto econômico sobre o município, que agora conta com duas praças de pedágio dentro de seu território.

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O prefeito Givanildo Lopes (União) detalhou que a nova estrutura, próxima ao restaurante de Bambu, divide a cidade e isola o bairro Serra do Cadeado. Segundo o gestor, a situação é agravada pela existência de uma segunda praça no quilômetro 2, sentido Londrina, que também pertence à área de Mauá da Serra. “O pedágio foi colocado exatamente dividindo o município ao meio. Tenho mais de 100 famílias na Serra do Cadeado que, para usar o posto de saúde municipal, o mercado ou uma farmácia, terão que pagar uma tarifa cheia de aproximadamente R$ 11 ou R$ 12”, denunciou o prefeito.
O impacto atinge também trabalhadores de cidades vizinhas, como Faxinal, que utilizam o trecho para acessar grandes centros como Apucarana e Londrina. O governo municipal busca apoio da Assembleia Legislativa do Paraná e do governo federal para que a praça seja realocada, citando como exemplo o caso de Rolândia, onde a estrutura foi mudada de lugar para não prejudicar a mobilidade urbana.
Em apelo direto às autoridades, o prefeito reforçou que o direito de ir e vir da população está sendo comprometido por atividades básicas. “Estamos pedindo que tenham misericórdia do povo de Mauá da Serra. Se der para realocar, ok, se der para retirar, melhor ainda, ou se der para isentar a população, para que não tenham seu direito cerceado”, pontuou o prefeito. A prefeitura já informou que enviará um ofício à Polícia Rodoviária Federal comunicando a realização do ato e seguirá buscando uma solução técnica que evite o isolamento do bairro Serra do Cadeado.
As informações são do TNOnline.
