
Dia 22 de junho de 2026, 5h30 da manhã. Tatiane Santos, de 30 anos, acordou com uma forte dor nas costas, então pediu para a irmã ligar para a ambulância do município.
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Moradora de Alto Paraná, distante cerca de 60 km de Maringá, foi atendida às 7h40, com suspeita de pedra no rim. Como estava com muitas sores, recebeu soro com medicação e morfina para aliviar as dores. Em seguida, a médica pediu uma ressonância dos rins.
“Quando fui fazer o exame de imagem, o médico me pediu para virar de barriga para cima e perguntou se eu estava grávida. Disse que não, mas ele me falou que tinha um bebê bem grande na minha barriga. A ficha demorou para cair, mas ele me encaminhou para outra clínica para fazer o ultrassom. Quando fizemos, a médica disse que o bebê estava com mais de 3,300 kg e que já estava na hora de nascer porque estava de 37 semanas”, lembra Tatiane, em entrevista ao GMC Online.
Ao deixar a clínica, a gestante recorda que a dor aumentou e foi necessário novamente chamar uma ambulância. “Foi aí que caiu a ficha que uma nenê estava a caminho. Quando cheguei no hospital, já estava em trabalho de parto. Não demorou e a minha princesa chegou ao mundo, pegando todo mundo de surpresa, mas hoje ela está muito bem e saudável”.
Sem saber que estava grávida, Tatiane Santos não tinha roupas, fraldas e um berço preparado para a chegada da pequena Louise Emanuelly , então contou com doações. Amigos, familiares e pessoas da Santa Casa se sensibilizaram com a história e realizaram doações.
Tatiane é mãe de outros dois meninos, de 4 e 11 anos.
O que diz a medicina
A médica ginecologista e obstetra, Cinthia Gabella, explica que há casos como o registrado com Tatiane Santos e explica possíveis causas. “Não é algo que acontece todas as semanas, mas temos vários registros de pacientes que chegam no hospital com dores e quando vamos realizar os exames descobrimos que estão grávidas de 36, 37 semanas, prestes a dar a luz. O fato de não perceberem pode ser porque algumas tem o eixo hormonal alterado e não tem a menstruação regulada, então isso acaba se tornando ‘normal’ para elas e parte delas também tem sobrepeso, então o ganho de peso da gestação também não é visto com estranheza”.
Além dos riscos para o bebê, a médica alerta para o risco de não ter um acompanhamento médico durante a gestação. “O pré-natal existe para acompanharmos dar diagnósticos. Acompanhar os riscos habituais, fazer a sorologia, exames de sangue para identificar diabetes, hipertensão, hipotireoidismo, hipertireoidismos, analisar algum histórico anterior de gestação. Então a paciente que não tem esse acompanhamento e chega direto em trabalho de parto, nos tira a possibilidade de tratar com antecedência qualquer tipo de doença ou tratamento que poderíamos fazer. Isso coloca a gestante e o bebê em risco”, explica.