O Paraná está prestes a receber um dos maiores investimentos privados da indústria de nutrição do país: cerca de R$ 800 milhões. A nova fábrica de whey protein da Sooro Renner Nutrição, que está sendo construída em Francisco Beltrão, no Sudoeste do estado, deve começar a operar em 2026 com capacidade para transformar milhões de litros de soro de leite em ingredientes de alto valor agregado.
O empreendimento prevê um investimento de quase R$ 1 bilhão e promete impulsionar a economia regional, com geração estimada de 1.850 empregos. Desse total, 250 vagas serão diretas e cerca de 1.600 indiretas, envolvendo transporte, produção leiteira e serviços ligados à cadeia do agronegócio.
Megaestrutura para processar milhões de litros de soro de leite
Batizada de Projeto P3, a nova unidade industrial começou a sair do papel em março de 2025. A expectativa é de que a construção seja concluída no decorrer de 2026, quando a planta entrará em operação plena.
Quando estiver funcionando, a fábrica terá capacidade para processar até 5 milhões de litros de soro de leite por dia, matéria-prima fundamental para a produção de suplementos proteicos e ingredientes utilizados pela indústria alimentícia.
O complexo industrial ocupará uma área total de 203 mil metros quadrados, sendo 34 mil metros quadrados de área construída. Além disso, o projeto inclui 42 mil metros quadrados destinados à Estação de Tratamento de Efluentes e outros 39 mil metros quadrados de pavimentação interna. A operação será contínua, funcionando 24 horas por dia.
Produção voltada ao mercado global
A nova planta industrial terá como foco a produção de ingredientes de alto valor nutricional e tecnológico. Entre os principais produtos estão whey protein, lactose e insumos utilizados na fabricação de fórmulas infantis.
Parte relevante dessa produção deve ser direcionada ao mercado internacional, ampliando a presença do Brasil no comércio global de derivados lácteos e fortalecendo o papel do Paraná como polo agroindustrial.
O projeto também envolve uma ampla rede de fornecedores. Dezenas de laticínios parceiros e centenas de produtores de leite da região Sul participarão da cadeia produtiva, o que deve ampliar a demanda por matéria-prima e gerar impacto direto na renda do campo.
Energia própria e expansão planejada
Além da estrutura industrial, a unidade contará com sistema energético próprio, incluindo uma subestação dedicada. A geração de energia utilizará biomassa proveniente de cavaco de eucalipto, uma alternativa considerada mais sustentável para abastecer a operação.
O planejamento do complexo também prevê áreas reservadas para futuras ampliações, permitindo que a fábrica aumente sua capacidade produtiva conforme o crescimento da demanda por ingredientes proteicos e suplementos alimentares.
Durante uma visita às obras no fim de 2025, o governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou a relevância do investimento para o desenvolvimento regional. Segundo ele, a iniciativa privada aliada à expansão da infraestrutura local deve fortalecer ainda mais a competitividade do Paraná na cadeia do leite.
“Um empreendimento desse porte transforma a realidade da região, gera oportunidades e fortalece uma cadeia tão importante para o Paraná quanto a do leite”, afirmou o governador.
Ratinho Junior, governador do Paraná
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Com informações da AEN