
A Polícia Civil do Paraná investiga um grave caso de supostos maus-tratos contra crianças atendidas pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Apucarana. A investigação é conduzida pela Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia da Mulher de Apucarana, sob comando da delegada Luana Lopes.
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Segundo a polícia, quatro pessoas ligadas à instituição — entre elas uma professora, uma auxiliar, a coordenadora pedagógica e a diretora — foram indiciadas após denúncias envolvendo humilhações, agressões físicas e psicológicas contra alunos com deficiência, com idades entre 4 e 7 anos.
Os detalhes do caso foram apresentados durante entrevista coletiva concedida pela delegada na manhã desta quarta-feira (20), em Apucarana.
De acordo com a investigação, a denúncia chegou inicialmente de forma anônima, encaminhada pelo Ministério Público. O primeiro caso apurado envolve um menino de 5 anos que teria sofrido maus-tratos após um episódio de incontinência fecal dentro da escola.
Segundo o relato da delegada, a criança teria sido levada ao banheiro por uma professora e uma auxiliar, onde passou a ser humilhada. “A auxiliar e a professora desse aluno teriam praticado atos de maus-tratos, com xingamentos como ‘porco’, ‘nojento’ e ‘cagão’. Além disso, teriam jogado a cueca próxima ao rosto da criança, fazendo respingar fezes na face dela”, afirmou a delegada Luana Lopes.
Ainda conforme a investigação, testemunhas relataram que o menino permaneceu em silêncio durante toda a situação. “A criança estava deitada no trocador e, segundo testemunhas, ouviu frases como: ‘Se eu fosse sua mãe, teria nojo de você’. Em nenhum momento ela reagiu ou falou algo”, disse a delegada.
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