‘Por trás de cada farda existe um ser humano’, diz o tenente da PM Hélio Carvalho, que ganhou destaque nas redes sociais

O tenente da Polícia Militar que atua no 32º Batalhão, em Sarandi, na região de Maringá, tem chamado atenção dentro e fora das redes sociais. O oficial Hélio Carvalho, 28 anos, utiliza o Instagram para mostrar o dia a dia do trabalho policial, humanizar a farda e aproximar a Polícia Militar da população. A estratégia deu resultado: o perfil já soma mais de 130 mil seguidores e se tornou um canal direto de diálogo com a comunidade.
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Em entrevista ao portal GMC Online, o tenente contou que ingressou na Polícia Militar ainda muito jovem. “Eu fiz o concurso com 17 anos e ingressei na Polícia em agosto de 2016, já como oficial. Com 22 anos virei segundo tenente e, aos 25, primeiro tenente”, relatou.
Trajetória na PM e chegada a Sarandi
Natural de Curitiba, Hélio iniciou a carreira no batalhão de Umuarama, no noroeste do Paraná, onde atuou por cerca de sete anos. Segundo ele, a primeira unidade sempre deixa marcas. “A primeira unidade do oficial fica no coração. Umuarama é uma cidade muito acolhedora e uma região de fronteira, onde lidamos com muitos crimes de contrabando e tráfico, com grandes apreensões”, destacou.
A transferência para Sarandi ocorreu com a criação do 32º Batalhão da PM, há cerca de dois anos. “Não foi uma opção minha. Quando um batalhão é criado, precisa de efetivo, e Umuarama teve que ceder um oficial. No começo foi um susto, mas Sarandi também é uma cidade acolhedora e o batalhão novo facilita muito o trabalho”, afirmou.
Redes sociais como ferramenta de aproximação
A presença nas redes sociais começou de forma mais intensa há cerca de dois anos, ainda em Umuarama. Para o tenente, a iniciativa surgiu da necessidade de quebrar preconceitos. “A população está com o celular na mão. Existe uma cultura de preconceito com a polícia, de achar que o policial é sempre truculento. A ideia foi mostrar, de forma transparente e até descontraída, o trabalho que realmente é feito”, explicou.

Segundo Hélio, o impacto foi além da imagem institucional. “Muitas pessoas comentam que não gostavam da polícia, mas mudaram a visão depois de acompanhar o conteúdo. E isso reflete no serviço operacional: aumentaram as denúncias de tráfico de drogas e de armas de fogo”, revelou.
Ele reforça que a transparência é um dever do servidor público. “O servidor está ali para servir a população. Se tem coisa boa sendo feita, tem que divulgar. E, se tiver algo errado, também precisa ser mostrado para melhorar”, disse.
Futuro na carreira e possíveis convites políticos
Com a visibilidade nas redes, convites para ingressar na política já surgiram, mas o tenente afirma tratar o assunto com cautela. “Nunca tinha pensado nisso. Hoje não sou candidato a nada”, afirmou ao ser questionado sobre essa possibilidade.
Apesar disso, Hélio garante que segue motivado pela profissão. “A Polícia Militar é minha primeira profissão, é uma grande paixão. O que mais me motiva é servir a comunidade e ver o resultado na vida das pessoas”, destacou.

Ao final da entrevista, o tenente deixou uma mensagem sobre o papel das redes sociais na segurança pública. “Por trás de cada farda existe um ser humano. As redes sociais ajudam a mostrar isso: que os policiais têm sentimentos, amam, choram e também merecem respeito”, concluiu.
