Indústria de R$ 1,7 bilhão: Usina de etanol de milho da Coamo na região começa a operar ainda em 2026


Por Camila Maciel
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Foto: Coamo/Divulgação

A primeira indústria de etanol de milho do Paraná deve iniciar as operações ainda em 2026. O empreendimento da Coamo Agroindustrial Cooperativa está sendo instalado em Campo Mourão, a cerca de 90 quilômetros de Maringá. Com investimento de R$ 1,7 bilhão, a usina está em fase de terraplanagem e tem previsão de conclusão para o segundo semestre.

A nova unidade está sendo construída no complexo industrial da cooperativa, que já abriga nove plantas voltadas principalmente à produção de alimentos para consumo humano e animal. A expectativa é de que aproximadamente 2.200 empregos diretos sejam gerados durante a fase de obras. Após o início das operações, a usina deve manter cerca de 250 postos de trabalho permanentes.

Capacidade de produção

Foto: Reprodução

A Coamo recebe anualmente cerca de 3 milhões de toneladas de milho. Desse total, entre 500 mil e 600 mil toneladas serão destinadas à produção de etanol. A usina terá capacidade para processar 1.700 toneladas de milho por dia, com produção estimada de 765 mil litros de etanol a cada 24 horas.

Além do biocombustível, o complexo industrial vai produzir subprodutos importantes para a cadeia agropecuária, como 510 toneladas diárias de DDGS (farelo rico em fibras e proteínas usado na nutrição animal) e 34 toneladas de óleo de milho, que poderá ser destinado, entre outras finalidades, à produção de biodiesel.

Sustentabilidade

Além da geração de empregos, renda, arrecadação e desenvolvimento, outro diferencial do empreendimento será a matriz energética. A usina contará com geração térmica a partir de eucalipto de reflorestamento próprio, cultivado em cerca de 5 mil hectares. A produção estimada é de 30 megawatts de energia elétrica, volume suficiente para abastecer 100% do parque industrial do complexo de etanol de milho.

Cenário nacional

Atualmente, o Brasil possui 24 usinas de etanol de milho em operação. Destas, 11 são dedicadas exclusivamente ao grão, enquanto as demais operam no modelo flex, com produção também a partir da cana-de-açúcar. 

Com informações da AEN.

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