Produtora muda rotina após aparição de onças-pardas em propriedade no Paraná


Por Redação GMC Online
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Foto: Reprodução

A produtora rural Analicia Barbosa conversou com a CATVE sobre a aparição de duas onças-pardas (mãe e filhote) na propriedade rural localizada em São Miguel do Iguaçu, no Oeste do Paraná.

Ela conta que no dia 17 de janeiro, houve os ataque a dois cachorros de estimação que viviam no local. De imediato foi entrado em contato com biólogo da Itaipu que esteve no local e utilizou os animais de isca para tentar identificar o predador.

Armadilhas fotográficas foram instaladas e então identificado que se tratavam de duas onças-pardas.

“Para nós um susto muito grande, um impacto muito grande, porque jamais esperaríamos que onça viria ao quintal e muito menos duas”, explicou.

Analicia conta que profissionais informaram que os felinos não atacam humanos, mas que eles não se sentem confiança, pois não sabe qual será a reação do animal se estiver com fome.

“Nos estamos aqui bastante apreensíveis, alterando alguns horários de atividades normais do sítio e alerta, com toda a movimentação estranha ao entorno, poque aqui é bastante arborizado”, comentou

O pedido da produtora, é para que o paradeiro dos animais seja identificado para que sejam retirados.

“Talvez nem estejam aqui, porque como ela (a onça) anda mais de 80km por dia. Mas assim como ela vai, ela volta. Uma vez que ela identificou presa fácil ela pode nem ter saído daqui”, afirmou

SOBRE O ATENDIMENTO DA OCORRÊNCIA

Em contato com a Itaipu foi informado que a propriedade fica próxima a uma faixa de proteção do reservatório de Itaipu. a Equipe deslocou no endereço após as proprietárias identificaram os animais mortos (dois cães) e o desaparecimento de dois filhotes de cães.

A equipe de monitoramento preparou os equipamentos e se deslocou rapidamente para São Miguel do Iguaçu. O atendimento e a busca de pistas foi realizada ainda no período da manhã de sábado, 17.

Após a coleta das informações e vestígios, foi preparado o local com o intuito de identificar o possível predador. Assim, as carcaça dos dois cães foram posicionadas em frente as armadilhas fotográficas. Foi escolhido um local próximo da ocorrência e mais próximo da área de mato/floresta na propriedade.

A verificação das imagens foi realizada somente na segunda-feira dia 19/01, onde foi possível verificar que se tratavam de duas onças-pardas.

Foto: Reprodução

Liziane Kadine Antunes de Moraes, engenheira agrônoma da Divisão de Áreas Protegidas da Itaipu, explica que houveram outros acionamentos e na maior parte dos casos, a situação estava sendo realizada por cães e não onças-pardas. Desde que iniciamos tivemos um outro atendimento que confirmou que a predação foi por onça-parda e neste caso foi com ovelhas.

“A orientação principal é a de utilização de boas práticas e manejo dos animais domésticos que estão sob cuidados humanos. Orientamos que os cães sejam mantidos em canis, com telado para que possam fazer o serviço de alerta, mas que tenham espaço para se abrigarem, uma das laterais totalmente fechadas, com abrigo/casinha e um bom espaço para que eles se movimentem livremente. Evitar que fiquem acorrentados é fundamental. Para galinhas, porcos e ovelhas a recomendação também é de fechá-los antes do anoitecer.”, explicou a engenheira agrônoma.

Antes desse fato, casos foram registrados em Cascavel e em Foz do Iguaçu, consideradas situações pontuais e esporádicas 

As informações são da Catve.

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