
Em 1982, o poeta Paulo Leminski, um dos principais nomes da literatura paranaense e reconhecido nacionalmente, pegou um voo de Curitiba para São Paulo, e ao desembarcar esqueceu no banco alguns textos escritos à mão e outros datilografados, juntos com o seu cartão de embarque.
O ex-gerente da Varig, Ernani Edson de Paula, encontrou o envelope com os textos e os guardou, sem a menor ideia que se tratava de algo histórico. Quando Ernani faleceu, sua filha, Caroline de Paula, foi arrumar os guardados do pai e encontrou o material e o cartão, que ficaram guardados 44 anos.
A partir do nome no cartão e das assinaturas nos textos, Caroline procurou a ajuda do jornalista Célio Martins para verificar a autenticidade do material. Pimba! São mesmo textos do poeta. Entre os escritos tem a tradução para o inglês de “Esotérico”, música de Gilberto Gil – Leminski era poliglota.
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A história só veio à tona agora e no mês que a Biblioteca Pública do Paraná completa 169 anos, na próxima quarta-feira, 18, o material será entregue à família Leminski – Alice Ruiz e as filhas do casal – no auditório da biblioteca que o personagem dessa história frequentava, disse o diretor da instituição, Luiz Felipe Leprevost.
Os textos encontrados são exercícios literários do poeta, como esboços, rascunhos, ideias, manuscritos e datilografados, com anotações. Aurea Leminski, filha do escritor, disse que não há material inédito encontrado e a outra filha, Estrela, disse que os achados são um “processo de escrita” do pai.