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05 de março de 2026

PF prende delegado da Polícia de São Paulo por esquema de lavagem e corrupção


Por Agência Estado Publicado 05/03/2026 às 11h35
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Preso na manhã desta quinta, 5, o delegado da Polícia Civil de São Paulo João Eduardo da Silva recebeu propina para frear investigações e proteger uma rede criminosa que era alvo constante de apurações da corporação, segundo a Operação Baazar, deflagrada pela Polícia Federal, pelo Gaeco do Ministério Público e pela Corregedoria da Polícia Civil.

À época dos fatos, entre 2022 e 2023, João Eduardo estava lotado no 16º Distrito Policial, na Vila Clementino. Hoje atua no 35º DP, na Vila Guarani, zona sul da capital.

Segundo as investigações, o grupo criminoso era composto por doleiros, operadores financeiros e indivíduos com extenso histórico de prática de atos de lavagem de capitais. A organização atuava de forma coordenada para assegurar a continuidade das práticas criminosas e evitar a responsabilização de seus integrantes.

Para isso, promovia o pagamento sistemático de vantagens indevidas a agentes públicos, além de adotar estratégias de fraude processual, manipulação de procedimentos investigativos e destruição de provas no âmbito de inquéritos policiais.

“Os pagamentos visavam que os policiais retardassem ou deixassem de praticar ato de ofício, obstando o andamento dos inquéritos policiais que apuravam os crimes de competência da Justiça Estadual cometidos pela organização criminosa. É certo que o intuito dos corruptores foi atingido, já que apesar de seus atos criminosos serem amplamente conhecidos pelos policiais civis responsáveis pelas investigações, jamais se promoveu suas responsabilizações”, anotou o juiz Paulo Fernando Deroma De Mello, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores, na decisão que autorizou as diligências.

No total, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, incluindo unidades policiais, além de 11 mandados de prisão e seis mandados de intimação relativos a medidas cautelares diversas da prisão, direcionados a integrantes da organização criminosa, advogados e policiais civis.

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