60 dias após o desaparecimento de primas no Paraná: veja tudo o que se sabe sobre o caso e a caçada ao principal alvo da investigação


Por Thiago Danezi
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Primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida estão desaparecidas há um mês no Paraná. Foto: Reprodução/Redes sociais

O desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida completa 60 dias neste domingo, 21, e segue cercado de mistério no noroeste do Paraná. O caso, investigado pela Polícia Civil do Paraná como possível duplo homicídio, tem como principal suspeito um homem de 39 anos que permanece foragido.

Segundo a investigação, o suspeito identificado como Clayton Antonio da Silva Cruz, também conhecido pelos apelidos “Sagaz” e “Dog Dog”, teve a prisão decretada no dia 29 de abril e é alvo de buscas em nível nacional e internacional. Ele também é investigado por outros crimes na região.

O que se sabe sobre o caso até agora

As apurações indicam que as jovens saíram de casa em Cianorte na noite de 20 de abril. Horas depois, o grupo seguiu para Paranavaí, onde as vítimas foram vistas pela última vez em uma casa noturna na madrugada do dia 21.

Imagens de segurança registraram a presença das primas no local, e o último sinal de atividade de uma das vítimas em aplicativo de mensagens ocorreu por volta das 3h17 daquela madrugada. Antes do desaparecimento, o trajeto do grupo também incluiu passagem por Jussara, onde uma das jovens fez uma postagem em rede social informando sobre o deslocamento.

Fuga e investigação do suspeito

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito teria retornado sozinho para Cianorte entre os dias 22 e 23 de abril, já sem a caminhonete utilizada na noite do desaparecimento. Em seguida, abandonou o celular, passou a utilizar uma motocicleta e foi identificado por radares na região de Maringá antes de desaparecer.

A polícia também apura que ele utilizava nome falso e circulava com veículo possivelmente clonado na região.

Prisão de investigada e novas diligências

Durante as investigações, uma mulher de 23 anos, apontada como ex-companheira do suspeito, foi presa temporariamente em Paraguaçu Paulista. Ela é suspeita de prestar apoio financeiro e logístico para a fuga.

Em outra frente de investigação, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca em Mandaguari, após denúncias de que um imóvel na cidade poderia estar ligado ao suspeito. A ação contou com apoio da Polícia Penal do Paraná. Segundo apuração, a conta de energia do imóvel estaria registrada no nome do investigado, mas nenhum material ilícito foi encontrado no local.

Buscas seguem em áreas rurais

Equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Científica também realizaram buscas em áreas rurais de Paraíso do Norte, com uso de drones e tecnologia de varredura no solo. Até o momento, porém, não houve confirmação de novas pistas conclusivas.

Buscas por primas desaparecidas foram feitas na área rural de Paraíso do Norte, no Paraná. Foto: Polícia Civil (PC-PR)

Investigação continua sob sigilo

A Polícia Civil mantém o caso sob sigilo e afirma que segue trabalhando com apoio de diferentes forças de segurança para localizar o suspeito e esclarecer o desaparecimento das jovens.

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