Absolvido em júri, homem fica paraplégico após três atentados cometidos por familiar de mulher assassinada

Sete anos depois de ser acusado por um homicídio e permanecer três anos preso, o empresário Álisson Campolim dos Santos, que vive em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, enfrenta as sequelas causadas por três atentados sofridos entre 2021 e 2022. Ele ficou paraplégico e perdeu um dos olhos.
Suspeito pelos crimes, Luiz Jorge da Silva Júnior, de 23 anos, foi preso em outubro deste ano, também em Araucária. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) sob a premissa de os atentados terem sido motivados por vingança. Ele é neto de Maria Aparecida Vechia, de 55 anos, que foi esquartejada e queimada em março de 2015.

Cerca de dez dias depois de Maria ser morta, o empresário Álisson Campolim dos Santos e esposa, Mariane Pianovski, à época com 25 e 21 anos respectivamente, foram presos preventivamente sob a suspeita de terem a matado. O casal morava em um imóvel próximo ao da vítima assassinada.
Álisson e Mariane foram condenados, em 21 de abril de 2017, a 12 anos de prisão pelo homicídio de Maria. Durante o júri, o suspeito pelos atentados e neto da vítima ameaçou o empresário de morte. Contudo, o empresário foi absolvido em um segundo julgamento, após um recurso ser aceito pela Justiça.
