Associação canábica se manifesta após apreensão de plantas em sala comercial no centro de Maringá


Por Thiago Danezi
WhatsApp Image 2026-01-13 at 07.18.40 (1)
Foto: PMPR | Reprodução

A apreensão de pés de maconha e equipamentos em uma sala comercial localizada na Avenida Brasil, no centro de Maringá, na noite desta segunda-feira, 12, gerou manifestação pública da Associação de Terapia e Harmonia Canábica (Semear), entidade que funciona no imóvel alvo da ação policial.

A ocorrência foi atendida pela Polícia Militar após denúncia de que plantas de maconha estariam visíveis pela janela do imóvel. No local, os policiais tentaram contato com o responsável pela sala comercial, mas não obtiveram retorno. Com autorização do síndico do prédio e do responsável pela imobiliária, as equipes entraram no local e localizaram diversas mudas de maconha em diferentes estágios de crescimento, além de estufas e outros equipamentos utilizados para o cultivo.

De acordo com a Polícia Militar, de forma preliminar, o responsável pelo imóvel alegava que o cultivo teria finalidade terapêutica. No entanto, no momento da abordagem, não foi apresentada autorização judicial que permitisse a prática, o que resultou na apreensão de todo o material e no encaminhamento à delegacia de polícia.

https://gmconline.com.br/wp-content/uploads/2026/01/semear.canabica_1768275739_3808894179339237843_49805221382.mp4

Após a ação, a Associação Semear publicou uma nota oficial nas redes sociais afirmando que a operação ocorreu de maneira arbitrária. No comunicado, a entidade relatou que, além das plantas, também foram apreendidos extratos, óleos, sementes e equipamentos, além de danos à estrutura do imóvel.

“Todo o trabalho de mais de quatro anos encontra-se, neste momento, sob a custódia das autoridades policiais”, informou a associação, que destacou ainda que a situação impacta diretamente os associados atendidos pela entidade.

A Semear afirmou confiar na legalidade das atividades desenvolvidas e no impacto do trabalho realizado, além de pedir apoio da comunidade. O responsável pela sala comercial não foi localizado no momento da ocorrência e, até o momento, não foi identificado, já que não se encontrava na cidade.

O caso segue sob apuração das autoridades competentes.

Sair da versão mobile