Cliente morto por advogado em apartamento em Maringá é identificado; Polícia revela novos detalhes do crime


Por Redação GMC Online

Uma ocorrência de homicídio registrada na noite desta terça-feira, 19, na Zona 7, em Maringá, ganhou novos desdobramentos após a divulgação do boletim de ocorrência da Polícia Militar. O documento traz detalhes sobre a dinâmica do crime, a atuação das equipes policiais e os relatos das testemunhas que estavam no apartamento no momento da confusão. Um advogado, de 32 anos, é suspeito de matar a facadas seu cliente, Nelson de Souza Pedro, de 48 anos.

Foto: Plantão Maringá

Segundo o BO, a Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência em um apartamento localizado na Rua Tietê. Ao chegarem ao prédio, os policiais conversaram inicialmente com a filha da vítima, que relatou que o pai havia sido esfaqueado dentro do imóvel e apontou que o autor seria um advogado.

Conforme o registro policial, equipes que entraram primeiro no apartamento encontraram o suspeito caído sobre a vítima. Os policiais relataram que, em determinado momento, o homem retomou a consciência e ainda teria chutado a vítima, que permanecia caída no chão e aparentemente apresentava sinais vitais naquele instante.

Ainda de acordo com a PM, o suspeito reagiu à abordagem, desobedeceu ordens policiais e entrou em luta corporal com os agentes. Foi necessário o uso de força física e algemas para contê-lo devido ao estado de agressividade apresentado.

O boletim também revela detalhes dos depoimentos de duas mulheres que estavam no apartamento. Segundo elas, estavam deitadas em um dos quartos enquanto vítima e suspeito permaneciam em outro cômodo. As testemunhas afirmaram que começaram a ouvir gritos, discussões e sons de agressões físicas.

Conforme os relatos, o advogado teria pegado uma faca e iniciado os golpes contra a vítima. Em meio à violência, uma das mulheres tentou interromper as agressões usando uma panela para atingir o suspeito e retirá-lo de cima da vítima.

Ainda segundo o depoimento, após os ataques, o homem também teria avançado em direção à testemunha, que deixou o apartamento correndo para pedir socorro na parte inferior do edifício.

O boletim da PM aponta ainda que o suspeito atuava como advogado da vítima em um processo relacionado à violência doméstica. Segundo as testemunhas, os dois mantinham contato frequente desde abril e o advogado comparecia regularmente à residência da família.

As pessoas ouvidas no local afirmaram ainda que era comum o consumo de substâncias entorpecentes durante os encontros. Há relatos sobre uso de cocaína, crack, maconha e ritalina pelos envolvidos. A Polícia Militar destacou no boletim que essas informações foram repassadas pelas testemunhas e que não há confirmação conclusiva sobre a dinâmica do eventual consumo.

Após ser contido, o suspeito passou a apresentar quadro convulsivo e recebeu atendimento médico das equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros. O local foi isolado para os trabalhos da Polícia Científica e da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil, que seguem investigando o caso.

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