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24 de abril de 2026

‘Ele disse que ia matar todo mundo’: Contou testemunha à polícia sobre empresário maringaense que matou companheira


Por Thiago Danezi Publicado 24/04/2026 às 14h27
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Delegada revela que suspeito de feminicídio em Mandaguaçu ameaçou “matar todo mundo” antes do crime; ele ficou em silêncio e disse ter jogado a arma em um rio. Foto: Colaboração GMC Online

A investigação sobre o feminicídio que chocou moradores de Mandaguaçu ganhou novos desdobramentos nesta sexta-feira, 24. O empresário Eduardo Rocha Belbe, de 43 anos, apontado como autor do crime que vitimou Miriany Caroline do Carmo, de 32 anos, permaneceu em silêncio durante o interrogatório e afirmou ter descartado a arma usada em um rio, segundo a delegada responsável pelo caso, Kimberly Caetano Rodrigues.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito está preso preventivamente após se apresentar às autoridades em Maringá. O crime ocorreu na última terça-feira, 21, e foi registrado por câmeras de segurança, que flagraram o momento em que ele aborda a vítima de forma agressiva antes dos disparos.

Suspeito se escondeu após abandonar carro

Ainda conforme a delegada, Eduardo abandonou o próprio veículo na quarta-feira, um dia após o crime, e fugiu utilizando outro automóvel. Ele foi localizado escondido em um assentamento próximo ao município de Florestópolis.

As investigações apontam que, antes de matar a companheira, o homem teria ido até a casa de um conhecido armado e afirmado que “ia matar todo mundo que estava na casa”, o que reforça a gravidade da situação e a premeditação do crime.

Histórico de violência e ameaça à sogra

Outro ponto que chama a atenção no caso é o histórico de violência doméstica. Segundo a Polícia Civil, o suspeito já tinha passagens anteriores e, cerca de 20 dias antes do crime, teria agredido a própria vítima. Na ocasião, Miriany optou por não registrar denúncia.

No dia do crime, além de atirar contra a companheira, Eduardo também tentou matar a sogra. Ele chegou a apontar a arma e disparar, mas o revólver falhou. Em seguida, perseguiu Miriany pela rua e efetuou o tiro que atingiu o tórax da vítima.

Crime pode ter sido motivado por ciúmes

A principal linha de investigação indica que o feminicídio foi motivado por ciúmes. Informações levantadas pela polícia apontam que a discussão teria começado após familiares elogiarem um cunhado do suspeito que vive em Portugal, o que teria provocado a reação violenta. Mesmo baleada, Miriany ainda tentou fugir, mas caiu e morreu no local antes da chegada do socorro.

Eduardo Rocha Belbe deve responder por feminicídio e tentativa de homicídio, classificada pela polícia como tentativa de vicaricídio, com penas que podem ultrapassar 20 anos para cada crime.

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