Empresário de Maringá que matou a companheira em Mandaguaçu tentou matar a sogra e já havia agredido vítima dias antes
Um homem suspeito de assassinar a companheira identificado como Eduardo Rocha Belbe, de 32 anos, em Mandaguaçu, na tarde de terça-feira, 21, tentou também matar a sogra e já havia agredido a vítima cerca de 20 dias antes do crime. As informações foram confirmadas pela delegada Kimberly Caetano, responsável pelo caso, durante coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira, 22.
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De acordo com a investigação, o crime aconteceu por volta das 18h, na casa da mãe da vítima, durante um almoço de família que acontecia desde o início da tarde. A vítima, identificada como Miriane Caroline do Carmo, moradora de Maringá, foi atingida por disparos de arma de fogo e morreu ainda no local. Uma câmera de segurança registrou o momento do crime (veja acima).
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Segundo a delegada, a motivação do crime teria sido um desentendimento familiar. Durante o encontro, a vítima e a mãe passaram a elogiar um irmão de Miriane que vive em Portugal e estaria em situação financeira bem-sucedida. O suspeito, companheiro da vítima e proprietário de um ferro-velho em Maringá, teria se incomodado com os comentários e se sentido menosprezado.

A partir disso, ele iniciou uma discussão com as duas mulheres e, em determinado momento, tentou forçar a vítima a sair da residência com ele. Sem sucesso, deixou o local sozinho, mas retornou pouco tempo depois armado, quando deu início a uma nova discussão.
Ainda conforme a delegada Kimberly Caetano, o homem efetuou ao menos quatro disparos. Dois deles atingiram a vítima, sendo que um dos tiros foi disparado enquanto ela já estava caída no chão. Miriane não resistiu aos ferimentos. A mãe da vítima também foi alvo do atirador. Segundo relato prestado à polícia, o suspeito tentou efetuar três disparos contra ela, mas a arma falhou. A mulher não ficou ferida.
Imagens de câmeras de segurança registraram parte da ação criminosa, incluindo o momento em que o suspeito agride a vítima, puxando-a pelos cabelos e tentando colocá-la à força dentro de uma caminhonete. Em seguida, ele realiza o disparo fatal.
A investigação também revelou um histórico recente de violência. De acordo com a delegada, cerca de 20 dias antes do crime, o suspeito teria agredido Miriane com uma grade de churrasqueira, causando ferimentos graves.
Após o assassinato, o homem fugiu e segue sendo procurado pelas forças de segurança. A polícia trabalha com a hipótese de que ele tenha seguido em direção à região de Porto Rico. O caso é tratado como feminicídio, e as diligências continuam para localizar e prender o suspeito.
