Ex-companheira de homem esfaqueado em Sarandi é levada à delegacia após suspeita de tentar matar paciente na UTI


Por Thiago Danezi
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Um novo desdobramento marcou o caso do homem de 52 anos que foi esfaqueado e segue internado em estado grave em Sarandi. A ex-companheira da vítima foi encaminhada à delegacia nesta sexta-feira, 13, após uma denúncia de que teria tentado desligar os aparelhos que o mantêm em tratamento no hospital.

O homem está internado na UTI de um hospital, em Maringá. Segundo a denúncia apresentada à Polícia Civil a mulher foi ao hospital para visitar o ex-companheiro e, durante a permanência no quarto, teria tentado desligar equipamentos utilizados no tratamento da vítima. A situação foi percebida por profissionais de saúde.

Conforme o relato, uma enfermeira de plantão chegou ao local para realizar a medicação e encontrou a mulher mexendo nos aparelhos. Questionada, ela teria afirmado que também era enfermeira e que estaria ajudando no atendimento.

De acordo com o delegado da Delegacia de Homicídios de Maringá, Adriano Garcia, o episódio ocorreu inicialmente na quinta-feira, quando a mulher esteve na unidade hospitalar. Já nesta sexta-feira, ela retornou ao hospital e, como a equipe médica já havia sido alertada sobre o ocorrido, a polícia foi acionada. Investigadores foram até o local e a encaminharam à delegacia para prestar esclarecimentos.

Ainda segundo o delegado, a mulher é enfermeira e manteve um relacionamento de cerca de 20 anos com a vítima. Os dois têm uma filha em comum. Em depoimento, ela afirmou que o objetivo era fazer uma oração pelo ex-companheiro. A mulher também declarou que percebeu um alarme sonoro em um dos equipamentos e que teria apertado um botão para silenciar o aviso, alegando não saber que isso poderia desligar o aparelho.

A denúncia foi registrada na Delegacia de Homicídios, que seguirá com as investigações. A polícia deve ouvir outros profissionais de saúde que estavam de plantão no momento do ocorrido e analisar os equipamentos utilizados no tratamento da vítima.

Caso fique comprovado que houve intenção de desligar os aparelhos para provocar a morte do paciente, a mulher poderá responder por tentativa de homicídio qualificado. Enquanto isso, o homem permanece internado em estado grave na UTI.

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