
A Polícia Civil investiga um novo desdobramento no caso do homem esfaqueado na semana passada, em Sarandi. A ex-companheira da vítima passou a ser alvo de apuração após um suposto episódio registrado dentro do hospital onde ele está internado em estado grave.
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De acordo com as investigações, a mulher, que é enfermeira, é suspeita de ter tentado contra a vida do ex-marido enquanto ele estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A suspeita teria se aproveitado do acesso ao local e do conhecimento técnico para interferir em equipamentos utilizados no atendimento.
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Em entrevista à RIC Record Maringá, a mulher negou qualquer envolvimento. “Eu tô destruída. Eu vou pro trabalho e parece que estou só sobrevivendo. Minha mãe está destruída, minhas tias estão acabadas e minha filha está muito triste”, afirmou. Ela também declarou que jamais faria mal a alguém: “Eu nunca, jamais. Até quando eu vou trabalhar eu peço a Deus para não permitir que eu faça mal a ninguém. Eu confio muito na minha palavra e nas coisas que eu faço”.
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Segundo relato da própria suspeita, ela esteve no hospital um dia após o ataque para acompanhar a filha do casal, a pedido de familiares da vítima. Os dois mantiveram um relacionamento por cerca de 20 anos e estão separados há aproximadamente cinco.
Ainda conforme a versão apresentada, em determinado momento ela pediu para se aproximar do leito para fazer uma oração. “Falei: ‘moça, posso encostar um pouquinho a cortina para fazer uma oração pra ele’. Nisso, a medicação acabou e o aparelho começou a apitar. A enfermeira foi lá e trocou. Depois começou a apitar novamente, e ela voltou brava, dizendo que eu tinha desligado o aparelho, que eu tinha desligado a bomba”, relatou.
No dia seguinte, ao retornar ao hospital, a mulher foi abordada por investigadores e encaminhada à delegacia para prestar esclarecimentos. O delegado responsável pelo caso já ouviu outras testemunhas e instaurou um inquérito para apurar os fatos. A investigação segue em andamento, e novos detalhes não foram divulgados para não comprometer os trabalhos policiais.