
A família de Miratzi Kairelis Perez Mejias, de 8 anos, vive um luto profundo após a confirmação da morte da criança, sequestrada na última quinta-feira, 12, em São Manoel do Paraná, a cerca de 100 quilômetros de Maringá. A menina, que era de origem venezuelana, foi encontrada sem vida na noite de domingo, 15, em uma área de mata, após três dias de buscas intensas das forças de segurança e voluntários locais.
Gesto de esperança
Em entrevista à RIC Record Maringá, a mãe de Miratzi, Nionix Perez, relatou a dor de uma família que deixou a Venezuela em busca de uma vida melhor e acabou confrontando uma tragédia inimaginável. “A gente não esperava por esse momento, porque nós viemos da Venezuela para buscar algo melhor para a nossa família. E infelizmente aconteceu essa tragédia. É algo muito dolorido, muito difícil porque nós esperávamos encontrar ela com vida”, afirmou a mãe, visivelmente abalada. A calma aparente da mulher, segundo parentes, escondia a angústia profunda que ela sentia por dentro.
A avó da menina também expressou a tristeza da família: “Viemos da Venezuela para algo melhor e não para sofrer. Tínhamos esperança de encontrar ela viva”, disse, lembrando o motivo que levou o grupo a se mudar para o Brasil. A tia, Kimberly Perez, reforçou o estado emocional dos familiares, que vivem um clima de devastação e dor após a perda da criança e o desenrolar dos fatos.
Detalhes do crime
Miratzi foi sequestrada por Daniel Luiz Ferrari, de 25 anos, que atacou violentamente a ex-companheira com uma faca antes de desaparecer com a criança. Segundo investigações policiais, ele manipulou a mãe da menina para que deixasse a filha com ele sob o pretexto de entregar um presente. Ainda de acordo com as apurações, Daniel esfaqueou a ex-companheira e também chegou a agredir outros familiares dela antes de fugir com a menina.
O corpo de Miratzi foi localizado próximo ao local onde o carro utilizado pelo suspeito havia sido abandonado na sexta-feira, 13. Horas antes da descoberta, Daniel foi morto durante confronto com equipes da Polícia Militar do Paraná após atacar policiais com uma faca durante as buscas pela criança.
Conforme relatos, a menina será enterrada inicialmente no Cemitério de São Manoel do Paraná, em um local distante daquele onde o suspeito foi sepultado, para evitar que os familiares enfrentem o mesmo local de dor. Posteriormente, a intenção é cremar o corpo e levar as cinzas de Miratzi de volta ao país de origem, conforme os planos dos parentes.