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18 de maio de 2026

Gaeco de Maringá deflagra ‘Operação Ponto Final’ contra ‘piratas do asfalto’; grupo aterrorizava ônibus de turismo no Paraná


Por Redação GMC Online Publicado 18/05/2026 às 10h41
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O Núcleo de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou na manhã desta segunda-feira, 18, a Operação Ponto Final, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa armada especializada em assaltos violentos a ônibus de turismo nas rodovias do Paraná. O grupo investigado é apontado como responsável por ações típicas de “piratas do asfalto”, com roubos planejados e uso de armamento pesado.

Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em residências, quatro mandados de busca pessoal, além de três ordens de apreensão de veículos usados como apoio logístico nos crimes. Também foram executadas duas prisões temporárias contra suspeitos considerados líderes e articuladores da quadrilha.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo das Garantias da Vara Criminal de Jandaia do Sul, no Norte Central do Paraná, e cumpridas com apoio da Polícia Militar, incluindo equipes da Tropa de Choque, do Batalhão de Polícia Rodoviária e da Diretoria de Inteligência.

Quadrilha agia com falsa abordagem policial em rodovias do Paraná

As investigações começaram após um assalto registrado na noite de 8 de março de 2026, quando cerca de 40 passageiros de um ônibus de turismo foram vítimas de um roubo na PR-444, em Arapongas. O coletivo retornava de uma viagem de compras em Foz do Iguaçu e na Argentina quando foi interceptado por criminosos que simularam uma abordagem policial.

Segundo o Gaeco, pelo menos três homens armados invadiram o ônibus, mantiveram os passageiros sob ameaça por aproximadamente três horas e obrigaram o motorista a seguir até uma área rural isolada em Bom Sucesso. No local, bagagens, celulares, dinheiro e diversos bens pessoais foram roubados.

De acordo com a investigação, os criminosos demonstraram elevado nível de organização e preparo. Antes da fuga, eles espalharam o conteúdo de um extintor de incêndio dentro do ônibus para eliminar possíveis vestígios papiloscópicos e genéticos que pudessem auxiliar nas investigações.

Organização criminosa utilizava comboio e monitoramento dos alvos

As apurações apontam que a quadrilha utilizava uma sofisticada estrutura logística para monitorar os ônibus de turismo nas rodovias paranaenses. O grupo atuava com comboios de veículos divididos entre funções de escolta, vigilância e carros batedores.

Os suspeitos perseguiam os ônibus por centenas de quilômetros, monitorando o trajeto até identificarem o local mais favorável para executar os ataques. Segundo o Gaeco, os investigados presos nesta segunda-feira eram responsáveis por fornecer imóveis usados como base operacional da quadrilha, além de disponibilizar veículos blindados, armas e equipamentos utilizados nos assaltos.

Eles também seriam encarregados do resgate de comparsas após os crimes e da ocultação dos produtos roubados das vítimas.

Nome da operação faz referência ao fim das ações criminosas

O nome Operação Ponto Final faz referência ao objetivo das forças de segurança de encerrar definitivamente as atividades da organização criminosa, reforçando a segurança nas rodovias do Paraná e protegendo passageiros e trabalhadores do transporte rodoviário de turismo.

Veja galeria de imagens da operação que mirou ‘piratas do asfalto’

Fotos: Divulgação/Gaeco

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