Homem suspeito de matar esposa em Maringá presta depoimento à polícia

Após ter sido preso, Edvaldo Rodrigues Salomão chegou à Delegacia de Maringá no início da tarde desta quarta-feira, 19. Ele estava sendo procurado em toda a região depois de matar, com mais de 10 golpes de faca, a própria esposa, a professora Miria Atanásio da Silva, de 49 anos. O crime aconteceu na noite de terça-feira, 18, no Conjunto Parigot, em Maringá.
Em tom de fúria e sem demonstrar arrependimento, Edvaldo acusou outro homem como o pivô do crime: “Ele saía com ela desde quando ela tinha 17 anos”, disse o suspeito, assim que desembarcou da viatura.
As acusações seguiram no curto caminho percorrido por Edvaldo, do carro da polícia até a entrada da delegacia. “É culpa dele. Procura saber quem ele é que vocês vão entender porque fiz isso”, reafirmou o suspeito, enquanto era escoltado por investigadores.
Diego Elias, delegado que cuida do caso, explicou que desde que o crime aconteceu as buscas não foram interrompidas, por isso o suspeito foi autuado em flagrante. No depoimento, Edvaldo confessou o crime e manteve a versão de que matou por ciúmes, devido a supostas traições.
A versão é diferente da que foi apresentada por familiares da vítima. “Eles me disseram que o suspeito tinha conversas desconexas e parecia não estar nas suas melhores condições psicológicas”, disse Diego Elias.
Ainda segundo a autoridade policial, os indícios são de que esses episódios de traição não aconteceram. “A gente precisa concluir a investigação, mas ao que parece, essas traições não existiram, parecem ser coisas da cabeça do suspeito”, completou o delegado, que não descartou a possibilidade de perdir um exame psicológico do homem preso.
Edvaldo foi encontrado em um sítio, em Aquidabã, distrito do município de Marialva. A arma do crime também foi apreendida. O velório e sepultamento de Miria estavam marcados para acontecer nesta tarde de quarta-feira, 19, em Maringá.
