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02 de fevereiro de 2026

Imobiliária de Maringá é suspeita de lesar clientes, que registram queixa na Delegacia de Estelionato


Por Walter Téle Menechino Publicado 02/02/2026 às 16h26
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Delegacia de Estelionato
Delegacia de Estelionato de Maringá

Um grupo de pessoas que se sentiram lesadas pela Imobiliária Facilita Ingá, que fica na Zona 8 de Maringá, estiveram na manhã desta segunda-feira, 2, na Delegacia de Estelionato registrando boletim de ocorrência, nos quais afirmaram terem sofrido prejuízos com negócios realizados com Leonardo da Silva Thiele, proprietário da imobiliária, constituída no início do ano passado. Ele nega as acusações.

Um dos B.Os foi registrado pela jornalista Cristina Calixto. Ela contou que passou um imóvel, no Centro de Maringá, para a imobiliária locar, mas há quatro meses não recebe o aluguel, de R$ 12 mil mensais. “Meu prejuízo é de quase R$ 50 mil”, disse em entrevistas concedidas ainda na delegacia de polícia. Segundo ela, o empresário chegou a enviar para ela um comprovante falso de depósito.

Já um empresário que preferiu não se identificar registrou um B.O. no qual afirma que comprou dois apartamentos por intermédio da Facilita Ingá, tendo repassado como sinal de negócio um total de R$ 215 mil. “Mas até agora não recebi nenhum documento provando as compras dos apartamentos”, afirmou. Segundo ele, o proprietário da imobiliária a cada reclamação que faz, inventa uma desculpa.

Já Gustavo Lima, outro maringaense que se sente vítima da imobiliária, contou que a Facilita Ingá vendeu um um apartamento dele mas só lhe repassou parte do dinheiro. “A imobiliária também me ofereceu um investimento com rendimentos de 10% ao mês. Eu investi R$ 10 mil, mas só recebi de volta R$ 2 mil. O resto é só cheque sem fundo e Pix agendado”, disse.

O que diz o outro lado

O proprietário da Facilita Ingá, Leonardo da Silva Thiele, nega todas as alegações e emitiu uma nota à imprensa, na qual afirma que “a empresa com sólida trajetória no mercado imobiliário, vem a público, prestar esclarecimentos a respeito de notícias recentes que mencionam supostos golpes praticados pela empresa.

Esclarecemos que as informações veiculadas são infundadas, carecem de qualquer apuração por autoridade competente e não refletem a realidade dos fatos.

Os fatos noticiados não configuram golpes, mas sim desacordos comerciais pontuais, que estão sendo tratados com a devida atenção e responsabilidade. Rejeitamos veementemente as acusações de atos ilícitos e fraudulentos.

A conduta da Imobiliária Facilita Ingá sempre foi pautada pela boa-fé e pela transparência em todas as suas negociações.

A empresa se coloca à inteira disposição da imprensa, dos clientes e das autoridades para apresentar toda a documentação necessária e os esclarecimentos que comprovem a lisura e a idoneidade de suas atividades comerciais.

Reafirmamos nosso compromisso com a ética, a legalidade e a satisfação de nossos clientes, pilares que sustentam nossa reputação ao longo de anos de atuação”.

Delegado vai ouvir empresário

O titular da Delegacia de Estelionato, delegado Fernando Garbelini, disse à imprensa que já existem dois inquéritos policiais em andamento que envolvem a Imobiliária Ingá e que, em breve, o empresário deverá ser ouvido oficialmente sobre as novas queixas para apresentar suas versões dos fatos e apresentar os documentos que alega ter.

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