Pai de recém-nascida de 14 dias internada em estado grave é preso em Sarandi durante investigação de maus-tratos


Por Thiago Danezi
Design sem nome (8)
Foto: Plantão Maringá | Reprodução

O pai de uma recém-nascida de apenas 14 dias foi preso preventivamente nesta quinta-feira, 12, em Sarandi, durante investigação de um possível caso de maus-tratos contra a criança. A prisão foi realizada pela Polícia Civil, por meio do setor de Violência Doméstica e Proteção à Pessoa Vulnerável.

A bebê segue internada em estado grave na UTI neonatal da Santa Casa de Maringá, sob cuidados intensivos. Segundo informações apuradas pelo GMC Online, existe a previsão de iniciar o processo de extubação nas próximas 48 horas, caso o quadro clínico permaneça estável. Se a retirada da ventilação mecânica for possível, a criança deverá passar por uma transição gradual para outros aparelhos de suporte respiratório até conseguir respirar em ar ambiente.

De acordo com a polícia, a investigação começou após a recém-nascida dar entrada no hospital com um quadro grave de saúde, o que levantou suspeitas da equipe médica. Diante das circunstâncias, os profissionais acionaram as autoridades e o caso passou a ser apurado.

Durante as diligências, os policiais localizaram o pai da criança e cumpriram o mandado de prisão preventiva. Em depoimento prestado na delegacia, ele afirmou que a mãe do bebê teria feito uso de cocaína antes de amamentar a criança. A informação passou a integrar a linha de investigação que busca esclarecer o que de fato ocorreu com a recém-nascida.

A delegada responsável pelo caso, Karoliny Neves Marques, destacou que as apurações seguem em andamento e que todas as circunstâncias estão sendo analisadas com cautela. Segundo ela, o objetivo da investigação é esclarecer os fatos e garantir a proteção da vítima.

A Polícia Civil informou que novas diligências ainda serão realizadas, incluindo a coleta de depoimentos e a análise de elementos médicos relacionados ao estado de saúde da criança. Mais detalhes não foram divulgados para preservar a integridade da vítima e o andamento do inquérito.

Sair da versão mobile