
A Polícia Civil identificou o corpo encontrado em estado de putrefação dentro de um sofá abandonado em via pública no bairro Parque Alphaville I, em Umuarama (PR). A vítima é Fernando Ribeiro da Silva, de 43 anos. O caso veio à tona no último domingo (4) e, após uma série de diligências, os investigadores também identificaram o autor do crime e esclareceram a dinâmica do homicídio.
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Segundo a investigação, a vítima foi morta por espancamento no interior da própria residência, localizada na rua Benvenuto Gazzi, nas proximidades de onde o sofá foi deixado. A morte teria ocorrido na noite de 31 de dezembro de 2025, por volta das 23h, após uma discussão entre a vítima e o autor, em um contexto de consumo de álcool e drogas.
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De acordo com a Polícia Civil, mesmo após a morte, o autor do crime e outras pessoas permaneceram na residência por alguns dias, convivendo no local com o corpo da vítima. Com o avanço da decomposição e o forte odor, o grupo decidiu colocar o cadáver dentro de um sofá e descartá-lo em via pública, o que teria ocorrido no dia 2 de janeiro.
Ao menos cinco pessoas teriam participado direta ou indiretamente do crime, da ocultação do cadáver e da desova do corpo. Todas já foram identificadas, e a polícia trabalha agora para representar pela prisão dos demais envolvidos.
O principal suspeito, um homem de 44 anos, negou a autoria do homicídio. Apesar disso, segundo a Polícia Civil, há provas consideradas robustas que o apontam como responsável pela morte de Fernando. A motivação exata ainda não foi formalmente estabelecida em razão da negativa do investigado.
Durante as apurações, a polícia também constatou que o suspeito é integrante ativo do Primeiro Comando da Capital (PCC), informação que foi confessada por ele próprio. Por esse motivo, ele foi preso em flagrante na noite de terça-feira (6), por volta das 23h, pelo crime de organização criminosa, previsto na Lei nº 12.850/2013.
O homem permanece detido na cadeia pública de Umuarama, à disposição da Justiça. Tanto o autor quanto a vítima são naturais do Estado de São Paulo, mas residiam em Umuarama. Não há registro de antecedentes criminais do suspeito no Paraná. A vítima, por sua vez, possuía passagens policiais por violência doméstica, incluindo ameaças e lesões corporais.
As investigações seguem em andamento para a responsabilização de todos os envolvidos no crime.