Polícia investiga caso de adolescente que morreu com pneumonia no PR após 3 diagnósticos de ansiedade em UPA
A Polícia Civil do Paraná instaurou um inquérito para investigar as causas da morte da adolescente Brenda Cristina Rodrigues, de 17 anos, que teve três diagnósticos seguidos de ansiedade na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de União da Vitória e morreu cinco dias depois, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), de um hospital particular, com diagnóstico pneumonia bacteriana.

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Os familiares relataram para a polícia que a adolescente foi levada à UPA três vezes entre os dias 14 e 18 de janeiro, teve o diagnóstico de ansiedade, foi medicada e liberada.
No dia 18 a jovem foi levada para uma consulta particular, onde foi internada imediatamente e encaminhada para Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com diagnóstico de pneumonia. Brenda morreu um dia depois do internamento, em 19 de janeiro. As profissionais envolvidas no atendimento da jovem foram afastadas do cargo.
De acordo com o delegado Douglas Carlos Possebon a polícia investiga a possibilidade de homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
“A causa da morte apurada pelos médicos do hospital foi uma pneumonia bacteriana que evoluiu para uma sepse. Nós investigamos se houve omissão e a ocorrência de um homicídio culposo no atendimento. Tudo isso é parte da investigação, que conta com os prontuários médicos, laudos de necropsia e as oitivas”.
A Polícia Civil informou que aguarda o laudo pericial para esclarecer as causas da morte.O relatório final será encaminhado ao Ministério Público.
O que dizem os responsáveis pela UPA
Por meio de nota, a Prefeitura de União da Vitória informou que a administração da UPA é realizada por uma empresa privada contratada por edital de chamamento público e que instaurou um processo administrativo para investigar o caso.
“Compete ao Município a condução desse processo administrativo no âmbito do contrato de gestão, visando apurar eventuais falhas e adotar as providências cabíveis, conforme previsto na legislação vigente e nos instrumentos contratuais.
A Prefeitura esclarece, ainda, que a apuração técnica e a investigação do caso clínico competem aos órgãos competentes, que possuem autonomia para analisar a conduta médica e assistencial, bem como os demais aspectos envolvidos.
O Município permanece à disposição das autoridades para colaborar com todas as informações necessárias e reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade na gestão da saúde pública e a melhoria contínua dos serviços prestados à população“.
O Dr. Marcelo Targas, diretor médico que representa o Instituto Humaniza, responsável pela gestão da UPA, lamentou a morte e afirmou que é necessário aguardar o laudo de necropsia do Instituto Médico Legal. Confira a nota da empresa:
“Em relação aos questionamentos apresentados, informamos que o caso encontra-se em apuração, tanto na esfera administrativa quanto na esfera judicial, por meio de inquérito policial regularmente instaurado. Desde o primeiro momento, o Instituto Humaniza vem prestando todo o apoio e colaborando integralmente com as autoridades competentes, fornecendo as informações e documentos solicitados, com total transparência.
No que se refere às profissionais envolvidas no atendimento, esclarecemos que as médicas foram afastadas de suas atividades até ulterior decisão ou eventual surgimento de fato novo, como medida cautelar e de responsabilidade institucional, sem prejuízo do devido processo legal.
Quanto à composição do corpo clínico, o Instituto Humaniza adota critérios técnicos rigorosos, observando a qualificação profissional, a regularidade junto aos conselhos de classe, a experiência compatível com a função exercida e o cumprimento das exigências legais e contratuais, sempre buscando a melhor assistência possível à população atendida.”
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