Recém-nascida de 13 dias segue em estado grave na UTI de hospital em Maringá; pai é solto após depoimento na delegacia


Por Thiago Danezi
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Foto: Plantão Maringá | Colaboração

A recém-nascida de 13 dias que deu entrada em estado grave na Santa Casa de Maringá segue internada na UTI neonatal e sem evolução no quadro clínico, segundo atualização divulgada nesta quarta-feira, 11. A criança foi levada ao hospital na noite de terça-feira, 10, após apresentar diversas lesões pelo corpo e sinais de possível agressão.

Em nota enviada ao GMC Online, o hospital informou que a bebê chegou ao pronto atendimento trazida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em estado grave. A equipe médica realizou o atendimento imediato e encaminhou a recém-nascida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, onde ela permanece recebendo cuidados intensivos. O caso foi comunicado imediatamente à Polícia Civil do Paraná e ao Conselho Tutelar.

Em entrevista ao GMC Online, a conselheira tutelar responsável pelo caso, Jurlene Britta Mendes, informou que o Conselho acompanha a situação desde o primeiro atendimento. Segundo ela, a criança passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML), que deve apontar se houve agressão ou outros tipos de violência.

De acordo com a conselheira, os pais da criança perderam temporariamente a guarda até que as investigações sejam concluídas. Diante da gravidade do caso e da ausência de familiares próximos que possam assumir a responsabilidade imediata, o Conselho solicitou à Justiça que a guarda provisória da recém-nascida fique sob acolhimento institucional.

Ainda segundo o Conselho Tutelar, a família não tinha registros anteriores de denúncias ou atendimentos envolvendo a criança. O primeiro acionamento ocorreu justamente após a entrada da bebê no hospital. Durante o atendimento inicial, porém, surgiram relatos sobre possível uso de drogas pelos pais.

A conselheira também informou que familiares estão sendo localizados para avaliação de eventual acolhimento familiar. A avó paterna, que mora em Sarandi, deverá comparecer ao Conselho Tutelar para prestar esclarecimentos, enquanto a avó materna, ainda está sendo localizada.

Segundo o Conselho, o laudo do IML deve ficar pronto entre 24 e 48 horas e será anexado ao inquérito policial. O documento deve esclarecer se as lesões encontradas no corpo da recém-nascida foram provocadas recentemente ou se ocorreram em outros momentos.

Enquanto isso, o Conselho Tutelar segue acompanhando o caso e adotando medidas de proteção para garantir a segurança da criança. A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil.

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