
Após a repercussão do vídeo que mostra uma criança de 10 anos, com necessidades especiais, sendo agredida dentro de casa em Paiçandu, o menino já está em segurança e recebendo cuidados de familiares. Segundo atualização repassada pela conselheira tutelar Rosiane Pires ao GMC Online, a criança foi acolhida por tios e apresenta boa adaptação à nova rotina.
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De acordo com Rosiane, o Conselho Tutelar voltou a ter contato com a família nesta terça-feira, 3, e constatou que o menino está sendo bem assistido. “Hoje tivemos contato novamente com o tio que está com a criança. Inclusive, ela foi até o Conselho Tutelar, estava bem alegre, bem vestida, bem cuidada. Os tios estão demonstrando muito amor, muito carinho por ela”, afirmou a conselheira.
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Ainda conforme Rosiane, os familiares já organizaram toda a rotina da criança, incluindo escola, consultas médicas e acompanhamento psicológico, que deve começar a partir da próxima semana.
Polícia já começou a ouvir envolvidos
Paralelamente ao acolhimento da vítima, a investigação segue avançando. Segundo a conselheira, o delegado responsável pelo caso já iniciou as intimações e começou a ouvir pessoas ligadas ao episódio registrado em vídeo. As suspeitas das agressões, apontadas como a avó paterna, responsável pela guarda judicial do menino desde 2024, e uma tia paterna, teriam deixado Paiçandu após a repercussão do caso.
A conselheira destacou ainda que a Polícia Civil tem atuado com agilidade na apuração e acredita em um desfecho positivo da investigação.
Relembre o caso
O caso ganhou grande repercussão após um vídeo mostrar o menino sendo agredido dentro da residência onde morava, em Paiçandu, na região de Maringá. As imagens, encaminhadas ao GMC Online, mostram agressões cometidas dentro do ambiente familiar. Segundo apurado pela reportagem, as agressoras seriam a avó paterna e uma tia paterna da criança, responsáveis pelos cuidados do menino.
Após ter acesso às imagens, o Conselho Tutelar realizou o afastamento imediato da criança da situação de risco. O menino passou por escuta especializada com psicóloga da delegacia e o caso foi encaminhado às autoridades competentes, incluindo o Ministério Público.
Segundo o Conselho Tutelar, a criança estuda na APAE e possui necessidades especiais. Antes desse episódio, não havia denúncias oficiais de agressão física contra o menino, embora a família já fosse acompanhada pela rede de proteção do município.
Outras crianças foram retiradas do imóvel
Além da vítima de 10 anos, outras quatro crianças, três meninas e um menino, entre 9 e 15 anos também foram afastadas da residência. Elas são filhos da tia que aparece no vídeo e, atualmente, estão em acolhimento institucional. Segundo Rosiane, os menores haviam retornado recentemente ao convívio da mãe após um período de acolhimento em Nova Esperança, motivado por situações anteriores de negligência.
Diante da violência registrada e de outras denúncias recebidas pela rede de proteção, o Conselho Tutelar decidiu pelo novo afastamento das crianças até que os fatos sejam esclarecidos.