Câmara de Maringá discute projeto de lei que estabelece diretrizes para promover direitos das mulheres


Por Walter Téle Menechino
Majô valendo
Vereadora Majô Capdeboscq (PP), presidente da Câmara de Maringá Foto/CMM

A Câmara de Maringá aprovou por unanimidade em primeira discussão o projeto de lei “Elas Constroem Maringá”, proposto pela presidente da Casa, Majô Capdeboscq (PP), que estabelece diretrizes para a promoção dos direitos das mulheres no Município. Deverá voltar à pauta na próxima terça-feira, 31.

O projeto de lei promove os direitos das mulheres “com base nos princípios da dignidade das
pessoas, da igualdade de gênero, da não discriminação e da valorização da diversidade, em
conformidade com a Constituição Federal”.

Diz o projeto que a atuação do Município de Maringá na promoção dos direitos das mulheres
será orientada pelos “princípios da igualdade material e equidade de gênero; respeito à diversidade de identidade de gênero, orientação sexual, etnia, idade e condição social e combate a todas as formas de violência e discriminação”.

Atendimento digno

Entre os objetivos do projeto de lei está “assegurar o atendimento digno e humanizado às mulheres, especialmente às que se encontram em situação de vulnerabilidade”. Cabe à Administração Pública, segundo o texto, “garantir a equidade de gênero na estrutura organizacional municipal e assegurar o atendimento de mulheres lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais em situação de rua”.

Em relação à saúde, o Poder Público Municipal deve assegurar atenção integral à saúde das mulheres, incluindo os aspectos reprodutivo, mental e preventivo; prevenir e combater a violência obstétrica; garantir atendimento especializado a mulheres transexuais e travestis; e ampliar o acesso ao diagnóstico precoce de câncer de mama e de colo do útero.

Na área de Educação, o Município deve promover a igualdade de gênero nos currículos escolares e nas práticas pedagógicas; b) assegurar o acesso e a permanência de meninas e mulheres na educação formal; e contribuir para a formação cidadã orientada pelos valores do respeito, da diversidade e da equidade.

Enfrentamento à violência

Também estabelece diretrizes nas áreas de Comunicação Social, entre as quais está “combater estereótipos e promover a diversidade de gênero nos meios de comunicação vinculados ao poder público municipal”.

Em relação à segurança, o Município deve desenvolver ações de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres; garantir atendimento humanizado pelas forças de segurança municipais; e combater a importunação sexual nos transportes e demais espaços públicos.

Na mobilidade urbana, o Poder Público tem o dever de “implementar ações de prevenção à violência contra mulheres no transporte público e privado”. O projeto também lista obrigações do poder público nas áreas de trabalho, emprego e renda; cultura, esporte e lazer; turismo; segurança alimentar; políticas antidrogas; e mulheres com deficiências. Aqui, a íntegra do projeto de lei.

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