Desistência de Ratinho é interpretada de diversas formas por vereadores de Maringá

A decisão do governador Ratinho Junior (PSD) de abrir mão da disputa partidária na corrida presidencial e permanecer no Governo do Paraná até 31 de dezembro foi recebida com surpresa, lamentos, solidariedade e até como previsível pelos seis vereadores ouvidos pela reportagem na manhã desta terça-feira, 24.
A presidente da Câmara de Maringá, Majô (PP), elogiou “as excelentes administrações do governador Ratinho Junior” e lamentou o fato de “o Paraná não ter um candidato a presidente da República”. Acrescentou que “pode ter motivos de bastidores”, mas entende que “ele deu prioridade à entrega das centenas de obras em andamento”.
O vereador Angelo Salgueiro (Pode) disse que acredita ter sido “uma decisão difícil, porém coerente”. Ponderou que houve uma certa demora por parte de Ratinho em definir quem será o candidato a governador do seu grupo e isso fez com que os adversários avançassem. “O momento agora é de cuidar do Paraná e manter o grupo unido”, disse.
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O vereador Uilian da Farmácia (União) disse que “achava que essa eleição seria diferente, com Flávio Bolsonaro (PL) na ponta direita, Lula (PT) na ponta esquerda e Ratinho Junior correndo no centro, mas pelo jeito será polarizada”. Quanto aos motivos que levaram o governador a deixar a disputa, disse que prefere aguardar a conversa que terá com o secretário estadual Do Carmo.
Já o vereador Mário Verri (PT) disse que sempre achou que a pré-candidatura de Ratinho a presidente “era um blefe”. Observou que “ele tem uma aprovação alta como governador, mas não o suficiente para viabilizar sua candidatura a presidente”. Segundo Verri, a eleição para governador do Paraná, será polarizada por Requião Filho (PDT), que tem aliança com o PT, e Sérgio Moro (PL).
O vereador Daniel Malvezzi (Novo) achou que a desistência de Ratinho “foi negativa no espectro da direita e do centro direita, pois no primeiro turno seria mais interessante ter um cenário mais amplo, com mais opções de candidatos”. E acrescentou que Ratinho deve ter avaliado as probabilidades e concluído que sua candidatura era inviável”.
O vereador Flávio Mantovani (PSD) disse que recebeu a notícia “com tristeza, porque o Ratinho era o pré-candidato que reúne as qualidades necessárias para tirar o Brasil dessa polarização. Outra vez vamos ter dois candidatos, que têm as maiores aprovações e as maiores rejeições. Eu lamento, mas infelizmente na política vivemos um tempo de narrativas mentirosas e falsas acusações falsas, que jogam nomes na lama”.
