Disputa por poder esquenta bastidores da Câmara de Maringá antes da eleição das comissões


Por Walter Téle Menechino

Há duas semanas da retomada das sessões ordinárias em plenário e das reuniões nas comissões permanentes na Câmara de Maringá, os Gabinetes dos Vereadores que durante boa parte do recesso ficaram basicamente por conta de seus assessores, esta semana voltaram a ser frequentados por boa parte dos titulares das 23 cadeiras legislativas.

Foto: Marquinhops Oliveira/CMM

O que nessas próximas duas semanas deve motivar e intensificar ainda mais a movimentação dos vereadores pelos corredores e Gabinetes da Casa é uma legítima busca por poder. Trocando em miúdos: na primeira segunda-feira de fevereiro, 2, serão eleitos – ou reeleitos -, os cinco membros de cada uma das três comissões permanentes.

A mais poderosa e mais cobiçada das três comissões permanentes é a de Constituição e Justiça (CCJ), seguida pela de Finanças e Orçamento (CFO) e, por fim, a de Políticas Gerais (CPG). A CCJ é por onde efetivamente começa a tramitação dos projetos de lei propostos na Câmara e a única que pode, por prerrogativa, impedir que a matéria vá a plenário.

Os membros das comissões permanentes são eleitos anualmente – já a Mesa Diretora da Câmara é eleita a cada dois anos. No entanto, isso não significa que eventualmente a futura composição da Mesa não possa fazer parte do processo de negociação atualmente em curso no Legislativo Municipal. Tem vereador avaliando que faz parte, sim.

O que foi possível apurar junto a vereadores de vários partidos políticos é que dois membros da atual CCJ deverão ser substituídos. Os dois, inclusive, teriam sido gentilmente convidados a deixar a bancada governista. Ela e ele estão exercendo o primeiro mandato na vida pública e andaram protagonizando polêmicas desgastantes e tidas como desnecessárias por seus pares.

Em relação às outras duas comissões, CFO e CGP, ainda não foi possível identificar a procura, mas é certo que um experiente vereador que compõe a CFO está interessado em ir para a CCJ e está se articulando nesse sentido. No entanto, em se tratando de eleição entre vereadores, tudo pode mudar o tempo todo, tão rápido quanto o bater de asas de um beija-flor, com as devidas escusas pelo exagero.

Mas a julgar pela atual correlação de forças existente na Câmara de Maringá, onde o Executivo tem, por si só, a maioria dos 23 votos e ainda exerce importante influência junto a outros vereadores que não compõem a base do governo, a tendência é que pode mudar o pó de passar no rosto, mas o batom deve continuar o mesmo. Em tempo: o voto parar eleger as comissões tende a ser aberto.

Comissão de Constituição e Justiça

Flávio Mantovani (Presidente), Giselli Bianchini (Vice-Presidente), Angelo Salgueiro, Lemuel do Salvando Vidas e Luiz Neto (Membros).

Comissão de Orçamento e Finanças

Odair Fogueteiro (Presidente), Uilian da Farmácia (Vice-Presidente), Majô Capdeboscq, Pastor Sandro e Júnior Bravin (Membros).

Comissão de Políticas Gerais

Akemi Nishimori (Presidente), Italo Maroneze (Vice-Presidente), Leandro Bravin, Diogo Altamir e William Gentil (Membros).

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