Entidades se manifestam contrárias a mais um feriado municipal em Maringá

A Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) entregou à Câmara Municipal um documento assinado por pelo menos 20 entidades que representam o setor produtivo pedindo a não aprovação do projeto de lei que cria o feriado municipal do Dia da Consciência Negra.
As entidades argumentam que a celebração da data, em 20 de novembro, é justa e necessária, mas que um feriado municipal representa uma perda de mais de R$ 70 mi para a economia local.
A presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico (Codem), Jeane Nogaroli, diz que a redução das desigualdades sociais e a valorização da população negra passam por uma economia mais forte.
“Os feriados reduzem a competitividade das empresas, que perdem faturamento e têm mais despesas. Quando a lucratividade das empresas cai, a arrecadação de impostos também cai e o governo precisa aumentar os tributos para manter os serviços públicos. Quando os tributos aumentam, toda a sociedade sai perdendo”, diz a presidente do Codem.
Nogaroli afirma que há diversas soluções para a celebração do dia da consciência negra em Maringá.
“[…] essa e uma causa maravilhosa. Trabalhar pela valorização do povo negro, o reconhecimento, a gratidão, acabar com o racismo, promover de fato a inclusão. Tem muito que possa ser feito. Na minha concepção, eu adoraria ver a gente passar a ter uma semana afro-brasileira, assim, à exemplo do que se faz já em Maringá, com a semana nipo-brasileira“, disse.
Veja a reportagem completa a seguir.
