Paraná tem duas vagas do Senado em disputa, mas pode ter três novos senadores em 2027

O Paraná, como os demais Estados e o Distrito Federal, tem três cadeiras no Senado e, nas eleições deste ano, duas delas serão disputadas nas eleições de 4 de outubro. Eleitos em 2018, os mandatos de Oriovisto Guimarães (PSDB) e de Flávio Arns (PSB) expiram no dia 31 de janeiro de 2027, pois tomaram posse no dia 1 de fevereiro de 2019. Dos 81 parlamentares, o Senado terá 54 vagas em disputa.
O senador Sergio Moro (União Brasil), eleito em 2022, ainda tem mais quase 5 anos de mandato. No entanto, ele é pré-candidato a governador e, caso seja eleito, dará lugar ao seu primeiro suplente, o advogado de Curitiba, Luís Felipe Cunha, homem de sua confiança, que inclusive articulou sua ida do Podemos para o UB. Caso não vá para o Palácio Iguaçu, permanecerá senador.
Oriovisto não será um dos senadores em 2027
A assessoria de Oriovisto, consultada sobre a possibilidade do senador concorrer nas eleições 2026, enviou a seguinte nota: “Desde a sua campanha ao Senado, em 2018, o senador Oriovisto Guimarães deixou claro que não seria mais candidato a nenhum cargo político. Ele mantém essa posição. Não será mais candidato”.
A assessoria do senador Flávio Arns também foi procurada pela reportagem. A resposta foi breve e inconclusiva: “O senador ainda não definiu se disputará as eleições. Tendo essa definição consigo te posicionar”. Arns tem 76 anos, foi deputado federal por três mandatos (1991 a 2002), senador (2003 a 2010) e vice-governador do Paraná na gestão de Beto Richa (2011 a 2014). Em 2018, voltou ao Senado.
Uma curiosidade: no decorrer do atual mandato, o senador Flávio Arns apresentou um projeto de lei aumentando o tempo dos mandatos de vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente. Ao mesmo tempo, seria proibida a reeleição. A medida seria precedida uma ampla reforma política e eleitoral.
Possíveis senadores em 2027
Este ano, serão abertos dois terços das vagas no Senado. Assim, os eleitores dos 26 Estados e do Distrito Federal vão votar em dois candidatos a senador. Quando aumenta o número de vagas, naturalmente também aumenta o número de candidatos, mas o quadro no Paraná ainda está totalmente aberto. Ainda são poucas as pré-candidaturas consolidadas.
O grupo político do governador Ratinho Junior (PSD), por exemplo, ainda não cravou nenhum nome, mesmo porque, caso a sua pré-candidatura a presidente da República não vingue, não se pode de bate-pronto descartar a possibilidade de Ratinho vir a disputar uma cadeira no Senado. Ainda tem muita água para correr sob a ponte que liga vontade e realidade.
Por outro lado, a aliança de esquerda, PT e MDB, que tem o deputado estadual Roberto Requião Filho (MDB) como pré-candidato a governador, praticamente já definiu os dois nomes: do PT, será a ministra Gleisi Hoffmann (PT) – seria, como anunciado em encontro regional do PT no distrito de Iguatemi, o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri. E, pelo MDB, deverá ser Alvaro Dias.
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Aos 81 anos, Alvaro Dias é um dos políticos ativos mais experientes do Paraná. Nascido em Quatá (SP) e criado em Maringá, iniciou sua carreira como vereador em Londrina, onde fez faculdade. Foi deputado estadual, deputado federal, governador e senador por quatro mandatos.
Mas na lista de pré-candidatos a senador têm muitos outros nomes, como o de Felipe Barros, deputado federal de Londrina pelo PL; o ex-deputado federal Delton Dellagnol (Novo) e a jornalista Cristina Graeml (União). Também há uma série de nomes em cogitação, que podem surpreender, como o do ex-prefeito de Curitiba e atual secretário de Desenvolvimento Sustentável do PT, Rafael Greca.
