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08 de fevereiro de 2026

Projeto de lei em tramitação na Câmara de Maringá prevê incentivos para empresas que reduzir emissões de CO₂


Por Walter Téle Menechino Publicado 08/02/2026 às 08h40
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poluição
Foto ilustrativa de emissões de gases de efeito estufa, que protagonizam as mudanças climáticas

Está em adiantado estado de tramitação na Câmara de Vereadores um projeto de lei que dispõe sobre a Política Municipal do Mercado Regulado de Créditos de Carbono no Município de Maringá. A matéria, apresentada pela vereadora Professora Ana Lúcia (PDT), tem 13 artigos e prevê instrumentos de regulação e incentivos, inclusive econômicos.

O projeto de lei tem como objetivos promover a redução das emissões de gases de efeito estufa; incentivar atividades sustentáveis que contribuam para a neutralização e compensação de carbono; estimular a participação do setor público, privado e da sociedade civil em projetos de sustentabilidade e créditos de carbono; e contribuir com a geração de emprego verde e a inovação tecnológica.

Crédito por tonelada de CO₂

O Crédito de Carbono Certificado (CCC) equivalente a 1 tonelada de dióxido de carbono (CO₂) ou outros gases de efeito estufa removidos ou evitados e o mercado se dará por transações de CCC. Essas transações podem prever a neutralização de CO₂ com projetos de redução ou remoção do carbono; e por emissões líquidas zero igualando o que é emitido com o que é removido.

O CCC também pode ser obtido por meio de projetos sustentáveis, que reduzem as mudanças climáticas e promovam a conservação ambiental, a eficiência energética e a inovação tecnológica. A Política Municipal de Créditos de Carbono deverá criar um Cadastro Municipal de Projetos de Redução de Carbono e estabelecer metas progressivas de redução de emissões para setores específicos,
como transporte, construção civil e gestão de resíduos.

Quanto aos instrumentos de regulação, o projeto de lei instituí o Cadastro Municipal de Créditos de Carbono, sob a responsabilidade do Instituto Ambiental de Maringá – IAM, que deverá registrar projetos e iniciativas de geração, neutralização ou compensação de créditos de carbono, assim como atestar a conformidade técnica e ambiental dos projetos, além de garantir a rastreabilidade e a transparência na negociação de créditos de carbono.

Fundo Municipal de Carbono e Sustentabilidade

A matéria apresentada pela vereadora Ana Lúcia também cria o Fundo Municipal de Carbono e Sustentabilidade, que terá a finalidade de financiar projetos locais de redução de emissões e remoção de GEE, apoiar a inovação tecnológica e o desenvolvimento de projetos sustentáveis e proporcionar assistência técnica e financiamento a pequenos produtores rurais e comunidades locais.

Quanto aos incentivos econômicos, são previstos a redução ou isenção de IPTU para imóveis que comprovadamente implementem soluções de eficiência energética e compensação de carbono, isenção de taxas municipais para empresas que promovam projetos de reflorestamento e captura de carbono, assim como crédito fiscal para empresas que reduzam suas emissões de forma comprovada.

O Instituto Ambiental de Maringá, segundo o projeto de lei, fica responsável por elaborar, em até
1 ano, o Plano Municipal de Redução de Emissões e Créditos de Carbono, no qual deverão conter as metas, diretrizes e prazos para a implementação da lei, caso seja aprovada pela Câmara de Maringá e sancionada pelo Executivo Municipal.

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