
Na sessão desta terça-feira, 24, a Câmara de Maringá aprovou por unanimidade, em primeira discussão, o projeto de lei do vereador Mário Hossokawa (PP) que nomina o anfiteatro em construção ao lado do Terminal Urbano de Ópera Oscar Neimeyer.
No Paraná, apenas Curitiba e Maringá têm obras assinadas pelo renomado arquiteto brasileiro. Na Capital, é o Museu Oscar Neimeyer (MON), também conhecido como O Olho. Londrina chegou a iniciar uma obra assinada por ele, o Terminal Rodoviário da cidade.
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O projeto foi contratado pelo ex-prefeito Antônio Belinati, que chegou a iniciar a obra, com um formato bem diferente do usual: o terminal é redondo. No entanto, faltou dinheiro e a obra ficou paralisada por anos, e só foi concluída em 1988, na gestão do prefeito seguinte.
Quando Wilson Moreira assumiu a prefeitura, o projeto da obra foi alterado: o teto, que deveria ser de concreto, passou a ser de zinco, para reduzir os custos. A partir daí, o escritório do arquiteto, que fica no Rio de Janeiro, deixou de reconhecer a obra como sendo de Oscar Neimeyer.
Pudera, pois o concreto e suas formas curvilíneas são a marca do arquiteto, que tem obras espalhadas pelo mudo, como França (Paris), Argélia (Argel), Estados Unidos (Nova York) e Espanha (Avilés), entre outros países.
Por sinal, a cobertura da Ópera Oscar Neimeyer, de concreto e curvas, que para alguns lembram um livro aberto – para outros, as asas de um pássaro em pleno voo – “será o maior desafio do processo construtivo”, observou o secretário municipal de Obras de Maringá, Artur Tunes.