
Os dados consolidados do terceiro quadrimestre e do Relatório Anual de Gestão 2025 da Saúde de Maringá indicam avanços na organização da rede municipal, com melhora de indicadores, ampliação de serviços e fortalecimento da atenção à população. O balanço foi apresentado pela Secretaria de Saúde de Maringá, em audiência pública na Câmara de Maringá nesta sexta-feira, 27.
Entre os principais resultados está a recomposição das 99 equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) e a reestruturação da atenção primária, com a contratação de agentes comunitários de saúde, enfermeiros, técnicos de enfermagem, odontólogos e técnicos em saúde bucal.
Na área de Vigilância em Saúde, que engloba as vigilâncias Sanitária e de Zoonoses, o município registrou redução de 80% nos casos de dengue, resultado atribuído à qualificação dos processos epidemiológicos, sanitários, ambientais e de zoonoses.
Maringá também recebeu certificação do Ministério da Saúde pela eliminação da transmissão vertical da sífilis e o selo prata de boas práticas rumo à eliminação da transmissão vertical do HIV.
Outro avanço foi a sanção da lei que regulamenta a jornada de 30 horas para os profissionais de enfermagem, assegurando a manutenção da remuneração dos servidores estatutários e o pagamento de horas extras.
O relatório destaca ainda a ampliação do acesso à atenção especializada com o lançamento do serviço de teleinterconsultas, iniciado como projeto-piloto na UBS Iguatemi, o que permite que pacientes tenham encaminhamentos e orientações de especialistas com mais agilidade. Para o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, os resultados demonstram a consolidação de um trabalho técnico e planejado.
Orçamento da Saúde de Maringá
Com relação aos dados do terceiro quadrimestre de 2025, foi empenhado até o fim do ano passado um orçamento de R$ 872,1 milhões, incluindo recursos municipais e repasses federais e estaduais. Do total, recursos da União representam 48%; do Governo do Estado, 6,37%; e do município, 43,78%. Operações de crédito e outras origens representam menos de 2%.
Para a média e alta complexidade hospitalar foram empenhados R$ 602,2 milhões, o que corresponde a aproximadamente 70% do valor empenhado. Para a atenção básica foram destinados R$ 180 milhões (20,6%). Na Vigilância em Saúde, foram empenhados R$ 32,5 milhões (3,73%), enquanto na administração geral foram R$ 53,6 milhões (6,1%).
Conforme o balanço, a Saúde foi a área de maior investimento do município em 2025, com empenho superior a 21% do orçamento, acima do mínimo constitucional de 15%.