Sérgio Moro conta porque rompeu com a União Progressista e minimiza debandada de prefeitos do PL


Por Walter Téle Menechino
Sérgio Moro valendo
Senador do Paraná, Sérgio Moro, e candidato a governador pelo PL: “Choque de gestão” Foto/Agência BR

O senador Sérgio Moro, pré-candidato ao governo do Paraná pelo PL, em entrevista ao vivo no programa CBN 360 nesta sexta-feira, 27, disse que o impasse na Federação União Progressista, formada pelo seu ex- partido, o União Brasil, e o PP, se deu em razão da indicação do vice na sua chapa.

Contou que já tinha um compromisso com o empresário Edson Vasconcelos, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), e que não abriria mão de ter um vice da sua confiança e “com perfil empresarial, inovador e não político”. O impasse o levou a deixar o PP e se filiar ao PL.

Sua filiação no PL, por outro lado, nesta semana provocou uma debandada generalizada de prefeitos do partido do presidenciável Flávio Bolsonaro – dos 53 prefeitos pelo menos 50, segundo o presidente da Associação dos Municípios do Paraná e prefeito de Assis Chateaubriant, Marcel Micheletto, já decidiram deixar o partido.

Do PL rumo ao Ratinho

Os prefeitos que estão deixando o PL, conforme Micheletto, vão se somar ao grupo do governador Ratinho Junior. Sérgio Moro disse que as trocas partidárias “se deram por pressão política” e minimizou o efeito eleitoral dos desligamentos de praticamente todos os prefeitos do PL.

Ele também afirmou que “o PL sairá dessas eleições com muito mais prefeitos do que tinha”. Lembrou que lidera todas as pesquisas de opinião pública sobre a sucessão estadual e não descartou a possibilidade de ser eleito no primeiro turno.

O senador, com mandato até 2030, disse que não pretende se licenciar para se dedicar exclusivamente à campanha de governador e citou alguns projetos do seu plano de governo: “Antes de tudo, o Paraná será um Estado sem corrupção. Já enfrentamos o PCC e o Lula e enfrentaremos o que for necessário”.

Chapa de Sérgio Moro

Com a chapa majoritária fechada, tendo como vice o presidente da Fiep, Edson Vasconcelos, como pré-candidatos ao Senado os deputados federais Filipe Barros (PL, de Londrina) e Deltan Dellagnol (Novo, de Pato Branco), Sérgio Moro disse que o seu primeiro ato no Palácio Iguaçu “será dar um choque de gestão”.

Segundo Sérgio Moro, “é preciso enxugar e desburocratizar a máquina pública do Governo do Paraná”. Disse que vai “transformar o Paraná em uma Singapura” – cidade-estado insular e um dos países mais ricos, seguros e limpos do mundo, localizado no sudeste asiático. Já foi uma colônia britânica.

Disse que fará isso “investindo na Educação, particularmente na valorização dos professores, e não com o objetivo de melhorar os índices oficiais de alfabetização dos alunos, mas sim para melhorar o aprendizado. Também investir na infraestrutura, na atração de indústrias e na segurança pública”.

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