
O plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para matar o senador Sergio Moro (União Brasil) durou pelo menos 6 meses em Curitiba. A estimativa consta em relatório da Polícia Federal (PF), anexado ao processo. Dentre as provas utilizadas, estão troca de mensagens, anotações e extratos da locação de imóveis para a execução do crime.
A Operação Sequaz foi deflagrada na manhã de quarta-feira, 22. De acordo com as investigações, os ataques poderiam ocorrer de forma simultânea, e os principais investigados se encontravam nos estados de São Paulo e Paraná. Cerca de 120 policiais federais participaram das ações.
Na tribuna do Senado, Moro afirmou que o crime seria uma forma de retaliação pelo que fez como juiz e ministro da Justiça. “Como o isolamento das lideranças do PCC em presídios federais. Fizemos isso para proteger a sociedade”, afirmou.
Pelo menos três imóveis foram separados para a execução. Eles estão localizados nos bairros Jardim Botânico, Jardim Social e Jardim das Américas. Documentos falsos foram utilizados para a locação e, em pelo menos dois deles, os criminosos deixaram o espaço sem quitar dívidas.
Um desses imóveis, destaca a PF, fica localizado “entre o escritório de advocacia da família Moro e um antigo apartamento, que é próximo da atual moradia da família”. O local de votação do senador também é descrito em detalhes.
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Paranaguá, no Litoral do Estado, seria utilizada como uma cidade de apoio aos criminosos. Chácaras de Contenda e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana, também foram usadas.
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