Tribuna da Câmara é usada para ameaçar despejo de lixo na Prefeitura e alertar sobre vistoria veicular

O chamado pequeno expediente – parte inicial das sessões ordinárias no poder legislativo, na qual os parlamentares fazem breves pronunciamentos sobre temas livres – da Câmara de Maringá nesta quinta-feira, 12, teve um pouco de tudo: criticas à administração municipal, ameaças de depositar lixo na frente da Prefeitura e alerta sobre a implantação de vistoria veicular.
O vereador Professor Pacífico (Novo) criticou a compra, sem licitação, de 275 mesas digitais interativas informatizadas para as escolas da rede municipal por R$ 10,1 milhões, realizada em dezembro do ano passado. Ele afirmou que fez uma pesquisa e encontrou mesa informatizadas preços menores, de R$ 29 mil a R$ 31 mil, enquanto a município pagou R$ 37 mil.
À época da compra, quando o assunto veio à tona, o prefeito Silvio Barros, em coletiva de imprensa para prestação de contas das ações realizadas em 2026 e adiantar os projetos que implantaria em 2027, ele afirmou que a mesa digital adquirida para as crianças da rede municipal de ensino não têm similar no mercado e são acompanhadas de materiais didáticos físicos.
Lixo na Prefeitura
O vereador Lemuel Salvado Vidas (PDT) contou que na sua rua havia um Fiat Fiorino completamente sucateado e carregado com muito lixo, abandonado na rua. A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana foi acionada e enviou um guincho para recolher o veículo. No entanto, quando a veículo foi erguido, as portas traseiras se abriram e todo o entulho ficou no meio da rua.
“Fui lá – contou – e recolhi todo o lixo, com colchão velho, papelão, trapos, sacos plásticos e uma porção de tranqueiras. Levei tudo para a frente da minha casa e acionei a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana. Amanhã (sexta-feira, 13), vai fazer uma semana e o lixo continua na frente da minha casa. Se não for recolhido, vou juntar tudo e levar para a frente da Prefeitura”, ameaçou, da tribuna da Câmara.
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Já o vereador Flávio Mantovani (PSD) fez uma alerta. Disse que há uma movimentação em Brasília para a implantação de uma nova regra de trânsito no país, obrigando vistoria veicular a cada cinco anos. “É mais uma daquelas besteiras que a gente lembra bem, como a obrigatoriedade de extintor e bolsa de primeiros socorros”, citou, acrescentando que as vistorias serias feitas por empresas particulares.
