
O vereador delegado Luiz Cláudio Alves protocolou um projeto para a criação de uma central de monitoramento que auxilie a ação de policiais. No último fim de semana, o delegado presenciou um assassinato e enfrentou os criminosos. Alves diz que se fossem guardas municipais, sem armas, poderiam ter sido mortos.
Foi uma cena de filme, disse o delegado Luiz Cláudio Alves, que é também vereador. Ele e um investigador estavam num carro descaraterizado da Polícia Civil no fim de semana quando presenciaram um crime. Um homem foi morto a tiros. O delegado e o colega enfrentaram os criminosos. Houve perseguição e tiroteio.
Na sessão da Câmara nesta terça-feira, 27, o delegado descreveu a cena para os parlamentares e informou que protocolou um projeto de lei para a criação de uma Central de Monitoramento, que poderia integrar as forças policiais num sistema de comunicação via rádio, a exemplo do Samu e Bombeiros.
No local do confronto com os suspeitos, o delegado e o colega estavam sozinhos e sem condições de pedir reforço.
O delegado acredita que se fossem guardas municipais naquela situação poderiam ser mortos, uma vez que não têm armas de fogo e os atiradores estavam com pistolas 9 mm.
A central de monitoramento, na opinião do vereador, pode dar mais segurança às forças policiais. “Já era uma ideia nossa mas a experiência, essa troca de tiros que tivemos ai no final de semana, revelou muito algumas falhas de cunho administrativos e entendemos que a criação de um centro integrado de segurança pública em Maringá sanaria algumas falhas”, afirma.
O delegado tem o apoio para o projeto do colega, o vereador Paulo Biazon, que é policial militar da reserva. Ele disse que assinará o projeto quando chegar ao plenário. “Esse centro tem que acontecer no nosso município para melhor o atendimento da nossa população”, afirma Biazon.
A Secretaria de Segurança informou que Maringá tem um Centro de Monitoramento de forças policias, mas sem integração via rádio. O projeto de lei proposto pelo vereador é autorizativo.
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