O Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira, 29, a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). O placar terminou em 42 votos contrários e 34 favoráveis, em uma votação secreta que exigia ao menos 41 votos para aprovação.
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A decisão encerra um processo de cinco meses de impasse político envolvendo a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em meio a articulações intensas no Congresso Nacional e resistências internas no Senado.
Antes da votação em plenário, Messias foi submetido a uma sabatina de mais de oito horas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde recebeu 16 votos favoráveis e 11 contrários. Apesar da aprovação no colegiado, o cenário se inverteu no plenário da Casa Alta.
Desde a indicação, em novembro do ano passado, o nome de Jorge Messias gerou tensão entre o Executivo e o Legislativo. Parte da cúpula do Senado demonstrava preferência por outros nomes para a vaga, o que ampliou o desgaste político ao longo dos meses.
A indicação oficial só foi encaminhada ao Senado em abril deste ano, após um período de negociação e tentativa de redução das resistências. Ainda assim, a articulação da oposição avançou nas semanas que antecederam a votação.
A decisão repercutiu nas redes sociais com a reação do deputado federal Sargento Fahur, que tem forte ligação com Maringá e região. Em vídeo publicado após a votação, Fahur comemorou a rejeição de forma enfática:
“O Senado derrubou o Messias. Eu não acreditava, eu não acreditava. Olha, o Senado derrubou o garoto de recados do Lula e da Dilma. Chupa, Messias!”, disse o parlamentar. A publicação já ultrapassa 1,2 milhão de visualizações e gerou ampla repercussão nas redes sociais, dividindo opiniões entre apoiadores e críticos do deputado.
Com a rejeição, o governo federal terá de indicar um novo nome para ocupar a vaga no STF. Messias era o terceiro indicado de Lula neste mandato; os dois anteriores, Cristiano Zanin e Flávio Dino, foram aprovados.