
A cada novo plantio, o agricultor torce para que São Pedro colabore e encontre um equilíbrio entre chuva e sol. Isso é fundamental para que as sementes se desenvolvam, a planta cresça e a produtividade seja boa.
Por isso ano após ano, produtores e cooperativas investem em novas tecnologias que auxiliam em mapeamento da previsão do tempo.
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Jorge Pedro Frare, de 75 anos, é produtor rural e trabalha no campo desde os 8. Ele tem uma propriedade de aproximadamente 200 hectares em Doutor Camargo, que fica a cerca de 40 quilômetros de Maringá.
Desde 2001, ele utiliza um pluviômetro e registra diariamente o volume de chuva. As anotações são feitas em papel e caneta e dão um norte para o produtor.
“Antigamente não tinha essa tecnologia de hoje, que conseguimos medir em tempo real o volume de chuva, então comecei a medir para saber o quanto choveu. Ao longo dos anos, mesmo com os registros mais acessíveis tomei isso como um hobby e continuo fazendo minhas anotações. Os vizinhos acabam vindo aqui me perguntar o quanto choveu e passo para eles”, explica Frare.
Os resultados colhidos pelo pluviômetro ajudam a nortear os próximos passos. “Quando é uma chuva mais rápida, de 3 a 5 mm, é algo muito superficial, que em 1 ou 2 dias de chuva a terra já está seca. Quando chove 20 mm, é um volume que consideramos relevante porque molha bem a terra”, revela Jorge Pedro Frare.
Ao comparar o volume de chuva ao longo dos anos, Jorge Pedro Frare explica que, de acordo com os registros, as chuvas tem se tornado cada vez mais irregulares e menos volumosas. “Nos últimos 5, 6 anos, tenho percebido que as chuvas diminuíram bastante. Desde 2019 estão mais irregulares e está chovendo menos.
Para entender se as anotações de Jorge Pedro Frare segue a mesma tendência de outros registros, solicitamos ao Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) o levantamento do volume de chuva anual desde 2015 em Maringá.
Analisando os números é possível identificar que o Simepar também registrou queda no volume de chuva nos últimos anos.
Levantamento Simepar:
2015
2.527,2 mm
2016
1.672 mm
2017
1.812,4 mm
2018
1.802,8 mm
2019
1.250,2 mm
2020
1.096 mm
2021
1.213,8 mm
2022
1.386,6 mm
2023
1.355,6 mm
2024
1.020,6 mm
2025
1.371,4 mm
Levantamento Jorge Pedro Frare:
2015
3.265 mm
2016
2.334 mm
2017
2.290 mm
2018
1.878 mm
2019
1.186 mm
2020
1.258 mm
2021
1.438 mm
2022
1.414 mm
2023
1.554 mm
2024
1.310 mm
2025
1.332 mm