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02 de abril de 2026

Promotoria denuncia PMs por morte de homem rendido em Paraisópolis


Por Agência Estado Publicado 23/07/2025 às 15h56
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O Ministério Público de São Paulo denunciou quatro policiais militares acusados de executar um homem rendido durante operação no dia 10 de julho no bairro de Paraisópolis. Imagens da câmera corporal de um dos PMs mostram o momento em que eles atiraram em Igor Oliveira, de 24 anos. O caso será levado à Vara Criminal do Tribunal do Júri.

A denúncia, protocolada por três promotores da IV Vara do Tribunal do Júri da Capital, pede a abertura da ação penal e a condenação dos policiais Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima, por terem efetuado os disparos; e de Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus, por participarem de um homicídio qualificado.

Segundo a acusação, durante uma perseguição a suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas, dois PMs efetuaram disparos contra um deles, que estava desarmado e já dominado, com os braços erguidos.

A Promotoria destaca que, ao “invadir” a casa, os PMs ordenaram que os suspeitos colocassem as mãos na cabeça e foram prontamente atendidos. O cabo Renato da Cruz foi o primeiro a atirar na vítima e, logo depois, foi seguido pelo cabo Robson de Lima, que efetuou o disparo de espingarda.

“Os denunciados agiram impelidos por motivo torpe, deliberando matar o suspeito já rendido e subjugado, em ato de desforra e de justiçamento, prevalecendo-se do poder estatal e com o uso indevido da força”, afirmaram os promotores.

Em relação aos policiais Hugo de Oliveira e Victor de Jesus, a acusação alega que eles aderiram às condutas dos colegas. “Além disso, ambos também efetuaram disparos de arma de fogo dentro do cômodo onde os suspeitos foram localizados e rendidos”, complementaram.

A vítima não tinha antecedentes como adulto, mas registro de ato infracional por roubo e tráfico quando menor de idade.

Os cabos Renato Torquato da Cruz e Robson Noguchi de Lima, ambos do 16.º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), foram presos em flagrante. A prisão deles foi convertida em preventiva após audiência de custódia no sábado, 12.

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