São Paulo confirma o 10º caso de febre amarela neste ano; seis pessoas morreram
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou um novo caso de febre amarela em humanos, o 10º registrado em 2026. Do total de casos confirmados no Estado, seis evoluíram para óbito.
O caso divulgado nesta terça-feira, 2, foi registrado em Lençóis Paulista, na região de Bauru. O paciente era um homem de 54 anos, sem histórico de vacinação, que morreu em decorrência da doença.
Os demais registros ocorreram no Vale do Paraíba, onde oito pacientes contraíram o vírus e cinco faleceram; e na região de Sorocaba, em que o paciente se recuperou.
Segundo a SES-SP, nenhum dos pacientes possuía histórico de vacinação contra a doença. Todas as vítimas eram homens e tinham entre 38 e 64 anos de idade.
Vacinação
Diante dos registros em humanos, o governo reforçou a campanha de imunização contra a doença, especialmente para pessoas que pretendem viajar para áreas de risco e para moradores de locais com circulação do vírus, como Santo André – na última quarta-feira, 27, o Estado confirmou o primeiro caso de febre amarela em macaco na cidade do ABC paulista.
A vacina é gratuita e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A aplicação começa com uma dose aos 9 meses e um reforço aos 4 anos. A partir dos 5 anos, quem não se vacinou ou não tem comprovante deve receber uma dose única.
Quem foi imunizado com a dose fracionada em 2018, quando houve um surto da doença, deve ir a uma UBS para conferir se há necessidade de receber uma dose de reforço.
Como a doença é transmitida?
A febre amarela é uma doença infecciosa transmitida por mosquitos infectados e possui dois ciclos de transmissão, o silvestre e o urbano.
No ciclo silvestre, os macacos são os principais hospedeiros e os vetores são mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Já no ciclo urbano, a transmissão ocorre pelo mosquito Aedes aegypti.
A presença do vírus em macacos, como registrado em Santo André, indica a circulação de vetores infectados em áreas de mata: não há transmissão direta de macacos para humanos e nem entre humanos. A febre amarela é transmitida exclusivamente por mosquitos infectados.
Em 2025, São Paulo registrou 57 casos de febre amarela em humanos, com 35 óbitos.
Sintomas da febre amarela
Entre os sintomas iniciais da doença estão febre súbita, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo e nas costas, náuseas, vômitos e fraqueza.
Nos casos mais graves, os pacientes podem apresentar hemorragias, insuficiência de múltiplos órgãos e icterícia – condição caracterizada pela coloração amarelada da pele e dos olhos.
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 15% das pessoas infectadas podem evoluir para formas graves da doença. Destas, entre 20% e 50% podem morrer.
