Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

29 de abril de 2026

STF adia julgamento da desoneração da folha de pagamento para quinta-feira, 30


Por Agência Estado Publicado 29/04/2026 às 14h56
Ouvir: 00:00

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, adiou para esta quinta-feira, 30, o julgamento da ação de autoria do governo contra a lei de 2023 que prorrogou a desoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia e de municípios.

O caso está retornando à pauta após o ministro Alexandre de Moraes ter pedido vista em outubro do ano passado. Até o momento, há três votos para manter o acordo entre o Executivo e o Legislativo que prevê a reoneração gradual até 2027 e compensação parcial das perdas.

Em jogo

O governo acionou o Supremo antes de entrar em um acordo com o Congresso, que resultou em um regime de transição previsto na Lei 14.973/2024. A lei que está sendo questionada, portanto, já não está mais em vigor.

Segundo o acordo vigente, a partir de 2025 as empresas devem pagar 80% da alíquota sobre a receita bruta e 25% da alíquota sobre a folha; em 2026 a alíquota sobre a receita bruta desce para 60% e a tributação sobre a folha sobe para 50%; em 2027 os porcentuais seriam, respectivamente, de 40% e 75%. Por fim, em 2028, as empresas retomam integralmente o pagamento da alíquota sobre a folha, sem o pagamento sobre a receita bruta.

O argumento que será analisado pelos ministros é de que a desoneração foi prorrogada sem uma indicação de impacto fiscal e fontes de custeio. Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), mesmo após o acordo ser firmado, a União sofreu um impacto de R$ 20 bilhões em 2025.

O relator, Cristiano Zanin, votou para derrubar a lei da desoneração de 2023, por entender que não poderia ter sido editada sem prever medidas para compensar a perda de arrecadação. Mas ele não analisou o mérito do acordo firmado entre o governo e o Congresso, já que não foi objeto da ação. O relator foi acompanhado, até o momento, pelos ministros Edson Fachin e Gilmar Mendes.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

País tem saldo de 613.373 empregos formais no 1º trimestre de 2026, revela Caged


De janeiro a março de 2026, foram gerados 613.373 novos postos de trabalho no País, número 9,1% menor que o…


De janeiro a março de 2026, foram gerados 613.373 novos postos de trabalho no País, número 9,1% menor que o…

Economia

Ouro fecha em queda com perspectiva sobre juros mantidos em meio a quadro geopolítico


O ouro fechou em queda na sessão desta quarta-feira, 29, caindo ao patamar de US$ 4.500. O metal continua pressionado…


O ouro fechou em queda na sessão desta quarta-feira, 29, caindo ao patamar de US$ 4.500. O metal continua pressionado…

Economia

Caged: 4 dos 5 grandes agrupamentos de atividades registraram saldos positivos em março


Quatro dos cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos em março, segundo os dados do Novo Cadastro Geral…


Quatro dos cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos em março, segundo os dados do Novo Cadastro Geral…