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17 de abril de 2026

Superendividamento cresce no País devido a crédito fácil e falta de educação financeira, diz BC


Por Agência Estado Publicado 13/04/2026 às 14h28
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O Banco Central classificou o superendividamento como um problema crescente no Brasil em relatório publicado nesta segunda-feira, 13. Para a autoridade monetária, a facilidade de acesso ao crédito, sem uma oferta responsável e adequada ao perfil do cliente por parte das instituições, sem a devida proteção ao consumidor e sem a devida educação financeira, leva muitos brasileiros a contrair dívidas que não conseguem pagar.

“O cartão de crédito é frequentemente apontado como um dos principais vilões do superendividamento devido às altas taxas de juros e à facilidade de uso, que muitas vezes leva ao consumo desenfreado”, emenda o BC.

As avaliações constam no Relatório de Cidadania Financeira de 2025.

O documento menciona, com base em dados da Serasa Experian, que em dezembro de 2024 havia mais de 73 milhões de brasileiros com dívidas negativadas. Entre elas, as dívidas com o cartão de crédito representavam 27,4% e as demais dívidas financeiras cerca de 18% do total.

Com base em dados do Sistema de Informações de Créditos (SCR), o relatório também destaca que, no fim de 2024, cerca de 130 milhões de pessoas tinham exposição ao crédito no País, com 117 milhões de pessoas com carteira ativa.

Segundo o relatório, o acesso ao crédito é mensurado a partir da contagem de pessoas que possuem limite disponível em alguma instituição financeira, ou seja, ainda que não esteja sendo usado, todas essas pessoas possuem um acesso garantido a um produto de crédito. Já o uso do crédito é mensurado pelo saldo positivo em alguma das modalidades de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN), seja empréstimos, financiamentos, cartões ou cheque especial.

O documento ressalta que ambos os números apresentaram aumento nos últimos anos. Entre as pessoas com relacionamento bancário, o conjunto de pessoas com limite de crédito passou de 61% para 74% entre 2020 e 2024. No mesmo intervalo, o porcentual de pessoas com carteira ativa de crédito subiu de 54% para 67%.

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