Mãe de aluno diz que Cmei Corujinha está sem profissionais suficientes por causa da covid-19


Por Letícia Tristão/CBN Maringá
Foto: Prefeitura de Maringá

A mãe de um aluno do Centro de Educação Infantil Corujinha, que fica na Rua Luiz Gama, em Maringá, entrou em contato com a reportagem relatando a situação do Cmei por causa do coronavírus.

Ela não quis se identificar, mas disse que o filho testou positivo para a Covid e que o Cmei está sem profissionais suficientes por causa da doença. Ela questiona porque a Secretaria de Educação não determina o fechamento da unidade.

“O meu filho foi e depois de três ou quatro dias que ele começou a ir, já ficou doente. Ele estava positivado. […] O que eu estou sabendo de ontem é que tem mais de sete funcionários afastados por causa de covid. Tem mais de quinze crianças já positivadas. Várias denúncias foram feitas e a prefeitura não faz nada. O Sismmar (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá) também já foi acionado por funcionários da instituição. […] O certo era ou a instituição fechar por um tempo ou eles verem o que vão fazer porque hoje foi um caos”, diz a mãe.

O Sismmar, sindicato dos servidores municipais de Maringá, confirmou que sete profissionais estão afastados do Cmei por causa da covid-19 e disse que dez crianças se contaminaram, afirma o secretário de finanças do Sismmar, Gehélison Gomes.

“A situação do Cmei Corujinha é preocupante e alarmante. […] Convidamos o responsável da Secretaria de Educação para nos acompanhar e infelizmente ele não compareceu. Nós entendemos como urgente e necessária a retomada da Comissão Geral do Plano de Contingência para que esses assuntos sejam discutidos”, afirma o secretário.

Atualizado às 13h15:

A prefeitura emitiu uma nota sobre o assunto, leia na íntegra:

“A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Educação, informa que não há risco epidemiológico que justifique o fechamento do Cmei Maria de Lourdes Batista Vale Bom. A Prefeitura conta com uma equipe de monitoramento do plano de contingência com profissionais da Saúde e da Educação. Sendo assim, cada caso é estudado com rapidez para evitar prejuízos à saúde.

Um dos pontos verificados é se a causa da contaminação foi externa, ou seja, vinda de algum familiar e não da unidade. Só então, quando se tem a caracterização de surto e, com a autorização da Secretaria de Saúde e da Vigilância Sanitária é que se faz o fechamento da sala e não da escola.

Aqui, o Plano de Contingência

Ouça a reportagem completa na CBN Maringá. 

Sair da versão mobile