Paraná apresenta plano de combate à dengue ao Ministério da Saúde

Em reunião na Regional de Saúde de Maringá na manhã desta quinta-feira, 29, o Paraná apresentou um plano de combate à dengue ao Ministério da Saúde. O Estado enfrentou uma epidemia de dengue no último ciclo epidemiológico da doença que terminou em julho deste ano. Foram 227 mil casos e 175 mortes, sendo 12 óbitos na cidade.
O Plano Estadual de Enfrentamento à Dengue também compreende outras doenças, como Zika Vírus e Chikungunya. O evento na Regional de Saúde iniciou nesta quinta e segue até sexta-feira, 30.
Entre as novas estratégias de combate à dengue estão as unidades sentinelas, explica a diretora do Laboratório Central do Estado (Lacen), Célia Fagundes da Cruz. “Serão 60 unidades, onde serão pesquisadas 5 amostras semanais, para fazer um diagnóstico. O que nós pretendemos é avaliar se está ocorrendo uma circulação viral da dengue e, se estiver, identificar qual sorotipo está circulando. Isto é fundamental para detectar novos casos”, explicou.
Na pandemia houve uma redução de casos de dengue. Uma das explicações que estão sendo estudadas é a de que as pessoas ficaram mais tempo dentro de casa e, de olho no próprio ambiente, capricharam nos cuidados. Por outro lado, durante a pandemia as cidades deixaram de realizar mutirões de limpeza.
Reforçar a atenção com o local onde vive e trabalha é fundamental. A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Maria Goretti Lopes, diz que o Paraná pode voltar a enfrentar uma epidemia. “Existe essa possibilidade, é justamente isso que estamos tratando, alinhando todo o entendimento, ações e estratégias com apoio do Ministério da Saúde, para que juntos possamos fazer mais e evitar os mesmos números de casos confirmados e óbitos que tivemos no último período”, afirmou.
As arboviroses são uma grande preocupação do Ministério da Saúde. Além da dengue, há a febre amarela. O enfrentamento às doenças, no entanto, é diferente. O combate à febre amarela se dá com a vacina e o monitoramento dos macacos que sinalizam a circulação do vírus, explica a coordenadora geral de arboviroses do Ministério da Saúde, Noely Moura.
“Estamos aqui de uma forma integrada para olhar o Estado de uma forma prioritária para o Governo Federal e Ministério da Saúde, por ter passado no último período por uma epidemia de dengue. Mas não é só ela que nos preocupa, existem outras arboviroses, como a febre amarela. Por isso, a importância de alertarmos a população para se vacinar contra a febre amarela, aumentarmos a cobertura em todo o Estado”, declarou.
Nessa sexta-feira, 30, o evento será no Hospital Universitário de Maringá e deverá contar com a presença do Secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto.
Ouça a reportagem completa na CBN Maringá.
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