03 de abril de 2025

Ouro fecha em alta diante de preocupações com o crescimento econômico e dólar fraco


Por Agência Estado Publicado 17/03/2025 às 14h40
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O ouro fechou em alta nesta segunda-feira, 17, e estendeu o rali, acima da marca histórica de US$ 3.000 por onça-troy, diante de maiores preocupações com o crescimento econômico global, em reflexo da política tarifária do presidente americano, Donald Trump. O metal precioso recebeu também o impulso do dólar e Treasuries fracos.

O contrato de ouro para abril encerrou a sessão com alta de 0,17%, a US$ 3.006,10 por onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Em relatório publicado nesta segunda-feira, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) menciona que a política tarifária de Trump coloca o mundo em rota de menor crescimento e maior inflação, o que mantém em alta os preços do ouro.

De acordo com a SP Angel, o metal dourado registra alta demanda por ser considerado um refúgio de segurança.

No fim de semana, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, sinalizou uma possível desaceleração do crescimento dos EUA, que pressionou os juros dos Treasuries e o dólar, cooperando para a ascensão do ouro. “As compras de bancos centrais continuam a sustentar o rali”, acrescenta.

O ANZ Research defende que a busca por segurança acontece diante da guerra comercial crescente. “As políticas tarifárias dos EUA continuam a levantar preocupações de inflação mais alta”, diz.

No domingo, Trump reafirmou que as tarifas recíprocas entrarão em vigor a partir do dia 2 de abril.

Na avaliação da StoneX, as manobras comerciais do presidente americano criam uma maior aversão ao risco, o que mantém a perspectiva para o ouro positiva, também de olho nas decisões de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). “O metal precioso pode receber um impulso de posições mais brandas dos formuladores de políticas. Por outro lado, quaisquer sinais de alívio das tensões geopolíticas podem esfriar a demanda por refúgios seguros”, explica em análise.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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